07 de julho de 2026
Ser

Em busca do par perfeito

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 3 min

Na fila do cinema, no trabalho, na escola, nos corredores do supermercado, na balada ou em sites de relacionamento. Para muitos, o cupido não escolhe hora nem lugar para lançar a flecha do amor.

Ao menos foi assim com a recuperadora de crédito Luanna de Oliveira Cunha e com o vendedor de carros Ailton Souza. Namorando há 9 meses, o casal se viu pela primeira vez em uma igreja. "Ela estava sempre com um amigo que eu pensava ser um namorado. Então, eu ficava na minha", lembra Ailton.

Amizade feita, entraram em cena os sites de relacionamento. Os perfis adicionados no Facebook permitiram que os laços se estreitassem e viesse o primeiro encontro: "Marcamos um encontro, saímos, encontramos coisas em comum um no outro e começamos a namorar. Acho que o amor acontece de forma natural, quando você menos espera", conta Luanna.

Ailton diz que se encantou por Luanna por ela ser uma menina verdadeira e honesta. Já Luanna aponta que ele é um moço maduro e sério no relacionamento.

Por que não um empurrãozinho?

Quando o amor não acontece de forma natural como o idealizado, ou os solteiros não têm paciência para esperar aquele certo alguém chegar, entram em cena os profissionais do amor para dar aquela "ajudinha". Sim, as agências de namoro ainda sobrevivem e promovem o encontro de muitos casais, mesmo na era dos sites de relacionamento virtual.

A psicóloga Jacqueline de Lucas Cury é proprietária da "Amor Perfeito", agência que existe em Bauru há 12 anos e que já uniu muitos casais. E ela garante que muitos deles trocaram alianças e tiveram filhos.

Pessoas acima dos 30 anos, solteiros, divorciados, viúvos... Os perfis variam: "Já tive cliente de até 80 anos de idade". Mas uma coisa ela confessa: os homens são mais decididos que as mulheres.

"Talvez por receio, a mulher fica com um pé atrás antes de procurar ajuda para encontrar um namorado. Boa parte dos meus clientes é formada por gente que já tentou em outros lugares e não conseguiu encontrar alguém especial", revela.

Segundo Jacqueline, a segurança é o diferencial do trabalho da agência. Ela afirma que exige documentação pessoal e checa até mesmo onde a pessoa mora e trabalha.

Como não trabalha com book fotográfico dos clientes, a psicóloga traça um perfil com características físicas, nível de escolaridade, gostos... E mostra para um possível pretendente. "Eu oriento a conversarem primeiro por telefone e, depois, marcarem um encontro em lugar público".

Jacqueline aponta que a maior parte dos homens busca por mulheres doces e educadas. Já elas procuram por homens com estabilidade econômica. Mas isso não é uma regra, afinal, gosto não se discute.

"O que as pessoas precisam ter em mente é que ninguém é perfeito. É necessário paciência e respeito pelas diferenças do parceiro. Caso contrário, dificilmente um relacionamento dará certo", deixa a dica.

Sem par

Assim como Luanna e Ailton, até que se prove o contrário, todos buscam alguém para construir um relacionamento. Então, porque há tanta gente sozinha?

Para a vendedora Luana Godoy, falta lealdade entre homens e mulheres. "Ninguém quer nada sério e isso cria uma situação onde as pessoas passam a não acreditar mais na sinceridade alheia".

A moça, que já teve um namoro de quatro anos, agora sai com os amigos, mas acha que a internet é que é um bom lugar para conhecer pessoas, ou melhor, para deixar de lado a inibição e desenrolar o papo com aquele paquera conhecido na noite anterior.

E o que priorizar antes de andar de mãos dadas? "Amizade acima de tudo, companheirismo, lealdade e fidelidade são qualidades que não podem faltar em um namorado", finaliza.