10 de julho de 2026
Regional

Vereadores boicotam sessão e veto deve ficar para o final do mês

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Cafelândia - O veto do prefeito Orivaldo Gazoto (PT) ao projeto de lei aprovado pelos vereadores que reajustou em até 67% os subsídios dos parlamentares de Cafelândia (83 quilômetros de Bauru) e concedeu aumento na remuneração do próximo prefeito, vice e secretários deve ser discutido e votado no final do mês.


Na última quarta-feira (6), um grupo de vereadores boicotou a sessão extraordinária para não dar quórum.

O aumento deixou indignada a população. Os valores serão aplicados para janeiro de 2013. Se a lei for mantida, o vencimento do prefeito vai passar de R$ 11 mil para R$ 16 mil e dos vereadores de R$ 2.211,00 para R$ 3,7 mil.


Também teve reajuste a remuneração do vice-prefeito que passa de R$ 3.555,00 para R$ 5.600 e dos secretários municipais de R$ 1.791 para R$ 4.700. Gazoto (PT) decidiu vetar o projeto parcialmente e enviar de volta aos vereadores. São necessários dois terços dos votos para derrubar o veto. O projeto foi aprovado por 6 vereadores contra 3 contra.


O presidente da Câmara de Cafelândia, Argeu Estevão (PSD), afirma que o projeto terá que ser vetado. "É inconstitucional, por ter sido de iniciativa da Comissão de Finanças e estabelecer os valores da remuneração do prefeito, vice, secretários e vereadores num projeto de lei único. No caso dos subsídios dos parlamentares teria que ser Projeto de Resolução", explica.


Segundo ele, na última quarta-feira só compareceram quatro vereadores a sessão extraordinária convocada pelo prefeito. "Não deu quórum para abrir a sessão. Na segunda-feira (11/6) vou conversar com os demais vereadores para definir quando será votado o veto. O projeto aprovado tem que ser derrubado e depois aprovar um substitutivo", disse.


Ele acredita que só será possível apreciar o veto do prefeito na última sessão do semestre, em 25 de junho. Estevão disse ainda que a iniciativa do Projeto de Resolução tem que partir da Mesa Diretora da Casa para fixar os valores dos subsídios.