Recentemente o JC noticiou que "Não bastaram as 18 autuações emitidas nos dois primeiros meses do ano a motoristas flagrados infringindo o Código Brasileiro de Trânsito (CBT) por som alto. As autoridades de Bauru querem apertar o cerco usando o delito de poluição ambiental sonora (artigos 54 e 6 da Lei 9.6 5/98), prevendo retenção do veículo por um período até que as irregularidades sejam sanadas e aplicação de multa pesada". A manchete de domingo, 10/6, nos informa que Bauru será "Capital Ambiental" do Estado...
Faz pouco tempo, soubemos, também através do JC, que a PM recebeu alguns decibelímetros que seriam utilizados no combate ao barulho em excesso. Agora, por favor, imagine a cena ? sábado, rua Gustavo Maciel, próximo da Machado de Assis, nove horas da manhã, barulhaço, buzinaço, carreata de veículos, inclusive um caminhão dos grandes (esse com uma buzina ensurdecedora), pertencentes a frota de um vendedor de sofás, todos buzinando sem parar, rojões sendo disparados sem economia, um locutor "gritando" através de amplificador de som palavras de ordem sobre a "festa" de comemoração de não sei quantos anos de atividade da empresa.
Imagino que tenham rumado para as principais ruas e avenidas de Bauru e pasme, senhor, devidamente escoltados por uma viatura da PM. Não pretendo aqui questionar o marketing da empresa, mesmo tendo certeza de que se trata de iniciativa equivocada, ou ainda a falta de civilidade na forma como agrediu meus ouvidos e bem-estar e o de outros bauruenses.
Mas, sim, nossas autoridades, em claro conflito de interesses e defesa de bandeiras ligadas à proteção ao meio ambiente. Está mais do que na hora de o poder público assumir postura declarada de combate aos excessos sonoros. Sugiro que a PM não seja mais autorizada a escoltar os infratores, bastando para isso que os decibelímetros sejam usados num teste antes de a carreata ser autorizada. Obrigado pela atenção.
Carlos A. Garcia