Cafelândia - O veto do prefeito Orivaldo Gazoto (PT) ao projeto de lei aprovado pelos vereadores que reajustou em até 67% os subsídios dos parlamentares de Cafelândia (83 quilômetros de Bauru) e concedeu aumento na remuneração do próximo prefeito, vice e secretários, deve ser discutido e votado no final do mês. Na última quarta-feira (6), um grupo de vereadores boicotou a sessão extraordinária para não dar quórum.
Os valores serão aplicados para janeiro de 2013. Se a lei for mantida, o vencimento do prefeito vai passar de R$ 11 mil para R$ 16 mil e dos vereadores de R$ 2.211,00 para R$ 3,7 mil. Também teve reajuste a remuneração do vice-prefeito que passa de R$ 3.555,00 para R$ 5.600 e dos secretários municipais de R$ 1.791 para R$ 4.700.
Gazoto (PT) decidiu vetar o projeto parcialmente e enviar de volta aos vereadores. São necessários dois terços dos votos para derrubar o veto. O projeto obteve 6 votos a favor e 3 contra.
O presidente da Câmara de Cafelândia, Argeu Estevão (PSD), afirma que o projeto terá que ser vetado. “É inconstitucional, por ter sido de iniciativa da Comissão de Finanças e estabelecer os valores da remuneração do prefeito, vice, secretários e vereadores num projeto de lei único. No caso dos subsídios dos parlamentares teria que ser Projeto de Resolução”, explica.
Segundo ele, na última quarta-feira só compareceram quatro vereadores à sessão extraordinária convocada pelo prefeito e não pôde ser realizada.