10 de julho de 2026
Política

Partidos agora enfrentam debandada de candidatos

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Partidos que já estavam, ou pensavam estar, com a “casa arrumada” para a montagem da chapa para as candidaturas à vereança estão sofrendo debandada. Desinteresse, receio de servir de “estepe” para eleger caciques ou consolidar a reeleição de quem já tem mandato e até comedimento com as despesas do processo eleitoral estão entre os motivos da desistência de candidaturas ao Poder Legislativo.

Com isso, legendas que “cantavam em verso e prosa” que tinham “chapa completa” agora, ao passar dos dias rumo às convenções, estão demonstrando que sobram vagas e faltam candidatos, de fato. Tem partido que tem lista maior que o número de vagas, como o DEM, por exemplo. Mas também neste caso há evidências de desistência.

Também aparecem os casos de partidos que estavam naquela de “se fazendo de difícil” em pleno mês de “namoro” pré-eleitoral. Petebistas não gostam, mas até poucas semanas havia dificuldade em composições. Representantes de legendas que tentaram dialogar com o PTB confirmam que a resistência parecia quase uma porta fechada.

Mas, para efeito de justiça, é bom ressaltar que o PTB também enfrenta o fenômeno comum às legendas que contam com “puxadores de voto”. Ninguém tem, de fato, disposição em coligar na eleição proporcional para dividir votos com Pastor Luiz Barbosa. Casos no mesmo patamar acontecem em legendas como o PSB (Toninho Garms), PR (Fábio Manfrinato), PSC (Rosa Izzo e Celina Nascimento), PP (Roberval Sakai) e outros, incluindo o PT de Roque Ferreira e José Carlos Batata.

Mas o fato é que candidatos empolgados até o final de maio, coincidentemente mês das “noivas”, agora ameaçam com “divórcio” eleitoral em pleno meio de mês, um efeito inverso sobre o fatídico 12 de junho de anteontem. “Tem muita debandada em vários partidos. A lista de candidaturas despencou em várias legendas. Tem legenda que portava chapa completa e agora corre atrás de um partido nanico para completar o time”, comentou ontem o próprio prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), cujo papel na disputa levou à atração de 15 legendas em alianças costuradas separadamente.

 

Reunião do PSOL

Neste sábado haverá uma reunião do PSOL para definir as decisões do partido sobre as eleições municipais. O partido tem alguns nomes para a disputa do mandato de prefeito, mas ainda não está definido se vai indicar um nome para o cargo ou se vai se coligar com algum partido.

O PSOL convida todos simpatizantes a participar da reunião, assim como o grupo de combate ao racismo, a comunidade LGBT, a marcha da maconha e os grupos feministas e socialistas. A reunião será às 16h, no comitê da Esquerda Socialista, de Roque Ferreira, na Araújo Leite, 7-44, Centro.