08 de julho de 2026
Tecnologia

Lotes de 4G não leiloados podem ter preço mínimo reduzido

Por Pedro Peduzzi | Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Os cerca de 220 lotes de faixa de frequência para a tecnologia de quarta geração (4G) da telefonia móvel que não despertaram o interesse na licitação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), feita nos dias 12 e 13, serão novamente leiloados, provavelmente até o final do ano ou o início de 2013. Para tornar o negócio mais atraente, especialmente para empresas de menor porte, uma das possibilidades que estão sendo estudadas pelo governo é a redução do preço mínimo de cada lote.

“Começamos a conversar sobre isso. Temos um leilão de 3,5 giga-hertz (GHz) que tinha sido adiado, mas que retornará à discussão. Já foi aventada a possibilidade de fazermos [esse leilão] junto com os lotes de 2,5 GHz remanescentes. Certamente teremos de conversar com o TCU [Tribunal de Contas da União], porque talvez o preço mínimo tenha sido colocado em um patamar que, para pequenas empresas, tenha ficado inviável”, disse hoje (14) o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, após participar do Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Segundo ele, o tribunal costuma autorizar reduções nos preços mínimos quando há lotes remanescentes de leilões. “Dessa forma, poderemos ter mais empresas interessadas. Vamos ter de fazer isso, mas é coisa para ser resolvida em seis ou oito meses”, acrescentou o ministro.

Dos 273 lotes oferecidos durante o leilão destinado à telefonia móvel 4G, apenas 54 foram arrematados. Dos quais, quatro têm abrangência nacional e 50 regional. Foram arrecadados R$ 2,93 bilhões, valor abaixo da expectativa da Anatel, que era de R$ 3,85 bilhões.

Apesar disso, o ministro Paulo Bernardo disse estar "muito satisfeito" com o resultado. “Não é uma questão de olhar apenas quanto entrou no caixa. Estamos no meio de uma crise mundial, mas tivemos uma empresa de capital majoritário espanhol [Vivo], que comprou um lote por R$ 1.050 bilhão, com obrigações de fazer também a internet rural. Isso mostra que o Brasil é visto como um país onde vale a pena investir”, disse Paulo Bernardo.