Brasília - A CPI do Cachoeira voltou a mirar no governador Marconi Perillo (PSDB-GO) e convocou a depor cinco pessoas ligadas ao tucano.
Das dez pessoas convocadas anteontem pela CPI, cinco são ligadas a Perillo. A comissão quebrou ainda o sigilo fiscal, bancário e telefônico de quatro pessoas e empresas também ligadas ao governador, do total de nove quebras aprovadas ontem.
Entre os convocados estão o jornalista Luiz Bordoni, que diz ter recebido por trabalhos prestados à campanha do tucano de uma empresa do esquema de Cachoeira.
A lista inclui ainda Lúcio Fiuza, ex-assessor especial do governador de Goiás; Alexandre Milhomem, arquiteto que reformou uma casa do governador; e Ana Cardozo de Lorenzo, que seria sócia de uma empresa de opinião contratada pela campanha de Perillo ao governo em 2010.
A CPI quebrou os sigilos da Excitante, empresa que pagou com cheques uma casa vendida pelo governador; de Lúcio Fiuza, assessor especial de Perillo; e das empresas: Faculdade Padrão, cujo dono se diz o comprador da casa do governador, e Mestra Administração, que aparece como dona do imóvel no registro feito em cartório.
A comissão também vai ouvir Andressa Mendonça, mulher do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.