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Reuters/Ueslei Marcelino |
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Cachoeira conseguiu habeas corpus, mas prisão referente à Operação Saint-Michel deve mantê-lo preso |
Depois de três meses e meio preso, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, conseguiu alvará de soltura nesta sexta-feira (15).
A decisão é do desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1). O órgão ainda não confirmou os fundamentos para autorizar a liberdade do empresário goiano.
Apesar da decisão do desembargador, Cachoeira não deverá ser solto imediatamente, segundo informou o advogado Augusto Botelho, que trabalha no escritorio contratado para a defesa do contraventor.
Isso porque, também nesta sexta (15), uma juíza da 5ª Vara da Justiça do Distrito Federal indeferiu pedido da defesa de revogação da prisão de Cachoeira referente à Operação Saint-Michel.
Márcio Thomas Bastos, advogado de Cachoeira, disse à Reuters que é possível conseguir um novo habeas corpus nos próximos dias para tirar seu cliente da cadeia. "Acho que hoje (sexta) é meio difícil, mas acredito que até amanhã (sábado) podemos conseguir a liberdade dele", afirmou Bastos, que foi ministro da Justiça no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Cachoeira foi preso no dia 29 de fevereiro. Além dele dez de pessoas também foram detidas como resultado da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Cachoeira é acusado de chefiar esquema de corrupção e de exploração ilegal de jogos no Centro-Oeste. Atualmente, ele está detido no Presídio da Papuda, em Brasília.
A decisão sobre Cachoeira foi uma extensão do pedido feito pela defesa de José Olímpio de Queiroga Neto, conhecido como Careca, acusado de ser um dos assessores de Cachoeira.
Ele foi libertado na última quarta-feira, e a defesa de Cachoeira pediu, então, que o benefício também fosse aplicado ao empresário.