O supervisor Francisco de Assis Agostinho, 52 anos, registrou boletim de ocorrência na noite da última quinta-feira depois que sua neta, de apenas 2 meses, foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Bauru. A família acusa o médico que a atendeu no Pronto-Atendimento Infantil (PAI) de negligência.
De acordo com o registro policial, a criança foi levada ao PAI em pelo menos três ocasiões ao longo da semana. Na primeira vez, na segunda-feira, foi examinada e liberada. Na segunda visita ao PAI, na quarta-feira, para obter o resultado do raio X, o médico plantonista teria diagnosticado o bebê com “cansaço no peito” e receitado uma medicação (celestamine), que não seria indicada para menores de 2 anos de idade.
No entanto, no dia seguinte a menina passou mal novamente e retornou ao PAI, sendo encaminhada diretamente para a UTI do Hospital Estadual (HE). Até ontem, ela continuava internada em estado grave e respirando com ajuda de aparelhos, conforme informou a assessoria de imprensa do HE. Segundo Agostinho, sua neta estaria com pneumonia.
A família diz que vai registrar queixa contra o médico plantonista do PAI na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) por omissão de socorro e por ter receitado medicamento inapropriado a um bebê de 2 meses. “Não quero que aconteça isso com mais nenhuma criança”, desabafa o avô.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru emitiu ontem a seguinte nota sobre o fato: “O Departamento de Urgência e Unidades de Pronto-Atendimento informam que não houve erro médico no atendimento da paciente em questão. O pedido de internação na UTI Pediátrica foi realizado com diagnóstico de bronquiolite, que em crianças de baixa idade é um estágio antes da bronco-pneumonia”.