07 de julho de 2026
Nacional

Ferramenta do Google protegerá índios em RO


| Tempo de leitura: 2 min

Rio - A tribo indígena Surui, localizada em Rondônia, ganhou um mapa cultural elaborado em parceria com o Google Earth Outreach. Lançado ontem na Rio+20, o projeto levou cinco anos para sair do papel desde que o chefe Almir, líder do povo Surui, literalmente bateu na porta do Google, na Califórnia, em busca de um parceiro tecnológico.

O objetivo de Almir era ter um instrumento de proteção ao território Surui, muito atingido pelo desmatamento praticado por madeireiras ilegais na Amazônia. As ferramentas criadas pelo Google já estão sendo usadas para registrar e denunciar o desmatamento, bem como para mapear o potencial da biodiversidade do território Surui, que tem 240 mil hectares e abriga 13000 pessoas. “O modelo econômico pressiona a floresta. Nossa meta é criar um modelo que dialogue diretamente com o setor econômico e assim fazer um planejamento de desenvolvimento sustentável”, explicou o líder dos Surui.

Responsável pela equipe do Google Earth Outreach, Rebecca Moore considera a ideia de Almir extremamente sofisticada para o uso da tecnologia em prol do meio ambiente. O Google já planeja replicar o projeto, inédito, em duas tribos vizinhas aos Surui, no Canadá e na Nova Zelândia.

O mapa foi realizado com a ajuda de jovens índios que trabalharam com a equipe do Google usando ferramentas como smartphones. O material documentado desde 2008, como vídeos, está disponível apenas como arquivo no Google Earth e pode ser acessado pelo endereço www.paiter.org. A ideia, no entanto, é que ele seja integrado ao site em breve e que a tribo apareça, como acontece com hotéis e restaurantes, por exemplo.

A parceria com o Google mudou a realidade dos Surui. Segundo o chefe Almir, quando foi até a empresa ele “conhecia um pouco” do que se tratava. Em cinco anos os Surui, em especial os jovens, se familiarizaram e tornaram parte de seu cotidiano o uso de smartphones, computadores, sistema Android e internet. “Usamos a tecnologia como instrumento de trabalho e comunicação”, diz o chefe Almir.

 

Cúpula dos Povos

A presidente Dilma Rousseff não vai acompanhar os debates dos movimentos sociais e ONGs reunidos na Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento, no parque do Aterro do Flamengo, zona sul. A informação foi confirmada pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República.

A Cúpula reúne diversas iniciativas de sustentabilidades alternativas aos conceitos discutidos na conferência oficial, sobretudo em relação à chamada economia verde. Segundo o ministro, a presidente deve retornar da reunião do G-20 no México diretamente para os debates no Riocentro, onde representantes dos governos tentam costurar um acordo para a conferência.

A ausência da presidente no evento, segundo o ministro, não significa que a presidente não esteja atenta aos debates e sugestões do movimento.