08 de julho de 2026
Internacional

Grécia: conservador declara vitória


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Atenas - O líder do partido conservador Nova Democracia, Antonis Samaras,  se proclamou vencedor das eleições gregas e convidou as forças políticas pró-euro a formar um governo de união nacional.

A apuração parcial indica vitória dos conservadores e afasta o temor de líderes europeus e mercados mundiais de uma possível ruptura com o acordo de socorro firmado pelo país.

“O povo votou pela permanência do país na zona do euro e à favor das forças políticas que trarão desenvolvimento e emprego”, declarou o dirigente conservador.

“Trabalharemos para que o país saia da crise”, assegurou Samaras, ressaltando que do voto do povo sairá um governo estável com orientação pró-europeia.

Com cerca de 60% dos votos apurados, o partido conservador aparecia com pouco mais de 30% dos votos, enquanto o radical Syriza tinha cerca de 26%. O partido socialista Pasok tinha 12,5% dos votos.

Diante dos dados, o líder do Syriza reconheceu a derrota, mas garantiu que continuará a campanha de oposição ao pacto de austeridade no país. “Embora o Syriza não seja o partido mais votado, é a primeira força da oposição contra o memorando”, afirmou.

Os dados iniciais sustentam possível a formação de uma maioria do Legislativo entre Pasok e Nova Democracia, ambos favoráveis à manutenção do acordo de socorro.

Pesquisas de boca-de- urna projetaram resultados davam à Nova Democracia um total de 127 lugares no novo Parlamento - com 300 assentos -, frente aos 72 que ficariam com o Syriza. O partido socialista Pasok ficaria com 32 cadeiras legislativas, de acordo com a pesquisa.

“Estou aliviado. Estou aliviado pela Grécia e pela Europa”, disse o líder do Nova Democracia Antonis Samaras.

As eleições legislativas deste domingo na Grécia são consideradas por analistas como sendo, na prática, um referendo sobre a permanência do país na zona do euro.

O principal temor sobre o pleito era de que um governo formado após as eleições se recusasse a cumprir as medidas de austeridade -que implicam em cortes impopulares de gastos públicos- levando à suspensão dos repasses da União Europeia.

Sem o dinheiro europeu e do FMI, a Grécia seria forçada a dar um calote em suas dívidas externas e domésticas. A medida poderia forçar a saída do país da zona do euro e o retorno à sua moeda anterior, o dracma.

O colapso poderia pressionar ainda mais países europeus que já enfrentam dificuldades para rolar as suas dívidas, como Espanha e Itália. Poderia fazer sangrar todo o sistema bancário europeu, desencadeando uma crise global.

 

Oposição

Atenas - Diante da vitória dos conservadores na apuração parcial das eleições da Grécia, o porta-voz do partido radical Syriza admitiu a derrota e afirmou que será o principal nome de oposição do país.

“O senhor [Alexis] Tsipras [radicais] telefonou para Antonis Samaras [conservadores] e disse pare ele ir em frente e formar o governo sem o Syriza e disse que o Syriza é a agora o principal partido de oposição”, disse o porta-voz do Syriza, Panos Kourletis.

Ascensão de grupo neonazista preocupa gregos. Com cerca de 50% dos votos apurados, os conservadores do Nova Democracia, do líder Antonis Samaras, tinha 30% dos votos, ante os 26% do Syriza, de Tsipiras. O Pasok estava com cerca de 13% dos votos.

Samaras afirmou estar aliviado com a parcial e garantiu que vai iniciar as tentativas de formar um governo de coalizão o mais rápido possível.

“Estou aliviado pela Grécia e pela Europa. Formaremos o novo governo o mais rápido possível”, disse ele enquanto deixava seu escritório sob o canto entusiasmado de vários de seus seguidores.