08 de julho de 2026
Geral

Festieco e Fimab têm público recorde

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 5 min

O Festival de Tecnologia e Inteligência Ecológica (Festieco) 2012 e a 3ª Feira Integrada de Meio Ambiente de Bauru (Fimab) atingiram as expectativas dos organizadores e levaram ao Recinto Mello Moraes, durante quatro dias de evento, cerca de 10 mil visitantes. Além de apresentarem ao público soluções sustentáveis, as feiras possibilitaram o fechamento de negócios e se transformaram em opção alternativa de lazer para famílias da cidade e região. A ideia da organização, para o próximo ano, é ampliar a abrangência dos eventos (leia mais abaixo).

Além de conhecer produtos e propostas sustentáveis, que estavam expostos nos estandes do Pavilhão do Sincomércio, os visitantes puderam participar de palestras com temas variados e workshops sobre reaproveitamento de alimentos na unidade móvel do programa “Alimente-se Bem”, coordenado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), visitar a exposição de orquídeas e mostra de paisagismo, além de concorrer a diversos prêmios.

A professora Claudete Bosshard, 50 anos, aproveitou a tarde amena de domingo para visitar as duas feiras com o marido Ivo Bosshard, 56 anos, e os amigos Leilo de Paula, 46 anos, Manira Haddad, 43 anos, e seu filho Marcelo Haddad, de 1 ano e 8 meses. A fiel companheira dela, a cachorrinha Lully, de 6 anos, não ficou de fora do passeio. “Aos domingos, a gente tem que sair com a Lully”, conta, elogiando a estrutura do recinto.

Elisabete Aparecida de Almeida, 53 anos, também aproveitou o último dia de programação para proporcionar aos pais Catarina Aparecida de Almeida, 76 anos, e Geraldino Fogaça de Almeida, 78 anos, um passeio diferente. Com sacolas ecológicas nas mãos, os três aprovaram as atrações do evento. “É muito interessante. Ensina as pessoas como preservar a natureza porque, hoje em dia, muitos jogam entulho e óleo em qualquer lugar”, declara Elisabete.

O estande da empresária Carla Motta, proprietária de uma loja bauruense de produtos aromáticos artesanais feitos com materiais sustentáveis, foi um dos mais visitados. “A nossa matéria prima básica são pedaços da natureza”, brinca. Entre esses “pedaços”, segundo ela, estão folhas, sementes e cascas de árvores que dão origem a velas decorativas, sabonetes, convites para casamento, brindes corporativos e objetos de decoração.

Além disso, a empresa desenvolve produtos, como bolsas, saches aromáticos e porta-lixo para veículos, que têm como base um tecido feito a partir de garrafa pet. De acordo com a empresária, na loja, até mesmo as embalagens de presente seguem o conceito de sustentabilidade e são feitas a partir de caixas de leite. Parte da produção é exportada para Europa e Estados Unidos.

 

Insistir para conscientizar

O secretário do Meio Ambiente de Bauru, Valcirlei Gonçalves da Silva, ministrou palestra ontem sobre o “Panorama das ações ambientais realizadas pela Prefeitura de Bauru”. Ele ressaltou a importância do Festieco e da Fimab na agenda ambiental da cidade, mas disse que alguns pontos precisam ser melhor explorados. “O retorno que a gente teve foi muito bom”, declara. “É uma pena que as pessoas que vêm aqui já são conscientizadas e estão procurando cada vez mais informação. Nós temos que procurar um jeito de chegar nas pessoas que não vieram ao evento”.

Na avaliação dele, a conscientização ambiental em maior escala só será alcançada através de muita insistência, por meio de uma “propaganda” agressiva semelhante à utilizada por empresários. “De certa forma, a gente tem que tentar utilizar os mesmos meios que os fabricantes e os comerciantes usam – propaganda, falando, insistindo. E a gente tem feito isso. Esses eventos são uma maneira de a gente ficar insistindo todo ano, todo mês, toda semana, de ficar batendo na mesma tecla até que a população entenda”, explica.

De acordo com o secretário, o evento ambiental mostrou que a tecnologia pode caminhar ao lado do meio ambiente. “Nós estamos desmitificando aquela coisa de ambientalista contra empresário e empresário contra ambientalista”, conta.  “Nós precisamos dos empresários porque eles desenvolvem pesquisas e produtos que nós necessitamos e eles precisam de nós para poder se desenvolver. Aqui neste evento está sendo muito interessante porque já estão ocorrendo parcerias entre esses setores”. 

 

Objetivo alcançado

Na avaliação de Renato Franco Zaiden, um dos organizadores do duplo evento, que une os setores público e privado em prol do meio ambiente, as edições deste ano do Festieco e Fimab foram um sucesso. Nos 3 dias de programação, mais de 6 mil haviam passado pelo recinto. “Este ano melhorou muito. A expectativa de público nossa foi atingida. No terceiro dia, que foi ontem (anteontem), já foi batido o público do ano passado”, conta.

Entre os segredos para esse desempenho positivo, de acordo com ele, estão a adesão de novos expositores, com novos produtos, motivada pelos resultados da edição passada. “Além do planejamento e atrações como os sorteios das ecobikes, feitas de garrafa pet recicladas e as ecoballs, bolas feitas de látex, totalmente recicláveis, também motivaram a presença de visitantes. Nós temos a bicicleta que é inteirinha feita de pet, a bola feita de látex, todos novos produtos”, cita. “Houve ampliação dos expositores que participaram no ano passado. Eles vieram este ano, investiram mais na feira e tiveram seus negócios concretizados”.

Franco Zaiden projeta crescimento médio de 50% no evento em 2013. Segundo ele, a ideia é diluir conceitos debatidos durante o Festieco e a Fimab ao longo do intervalo entre as edições, por meio de palestras voltadas a setores específicos, para que, no próximo ano, o evento ganhe ainda mais visibilidade. Rodrigo Cavicchiolli Maia, voluntário do Programa Olhar Verde, que também ajudou na organização do duplo evento, conta que algumas novidades desta edição, como a mostra de ecopaisagismo, foram bastante elogiadas pelos visitantes. “O resultado foi bastante positivo”, afirma. “Nós tivemos o público esperado, os expositores se envolveram bastante na feira, mostrando novidades”.

Ele confirma proposta de explorar ao máximo os conceitos defendidos pelo evento ambiental, não apenas durante 4 dias de programação, mas durante todo o ano. “A intenção é ampliar o evento tendo outras ações durante o ano, talvez uma versão ‘Congress’, que seriam as palestras e workshops, para que permeie o ano todo com o Festieco e culmine num grande evento no ano que vem”, revela.