Nossas companhias ? O Projeto Microbioma Humano desenvolvido e financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde estadunidenses publicou um conjunto de 14 trabalhos nas importantes revistas Nature e PLoS. De 242 homens e mulheres foram obtidos secreções e tecidos de 15 partes do corpo humano masculino e de 18 partes do feminino. Se identificou os microrganismos que moram em cada parte de nosso corpo e cujo conjunto chama-se microbiota. Antigamente, o conjunto de microrganismos em uma parte do corpo era chamado de flora ou microflora, pois acreditava-se que eram vegetais. Os microrganismos ou micróbios são bactérias, vírus, fungos e parasitas.
Foram caracterizadas as microbiotas da boca, narinas, pele, garganta, intestino e vagina. São aproximadamente 10 mil espécies de microrganismos e em cada parte do corpo a população difere da outra. E mais: cada pessoa tem microbiotas diferentes uma da outra em cada parte. As espécies foram identificadas pelo seu DNA.
Um fato que chamou muito a atenção foi que para a digestão dos alimentos, precisamos dos microrganismos. Eles quebram proteínas, lipídios e carboidratos, além de produzir vitaminas e substâncias anti-inflamatórias. O pesquisador James Versalovic espera que poderemos explicar algumas doenças sabendo-se qual o tipo de microrganismos habitam nosso corpo. Por exemplo, quem tem uma microbiota menos variada em espécies no intestino, tende a ser obeso, ter gordura no fígado e não responde a dietas para emagrecer e isto já foi comprovado.