10 de julho de 2026
Bairros

Só metade dos alunos cursa ensino médio no tempo adequado, segundo a pesquisa

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Entre 1992 e 2009, a taxa de estudantes de 15 a 17 anos que frequentavam a escola teve aumento de 60% para 85%. Em 2009, porém, pouco mais da metade destes estudantes (50,9%) estavam cursando o ensino médio, nível adequado para a faixa etária. As informações são da pesquisa divulgada ontem pelo IBGE.

A pesquisa registrou diminuição da população de 25 a 64 anos com menos de oito anos de estudo (ensino fundamental incompleto), que caiu 24,1 pontos percentuais: 68,8% em 1992 para 44,7% em 2009. Este ainda é o grupo predominante, uma vez que 24,8% das pessoas nessa faixa etária tinham 11 anos de estudo (ensino médio completo) e 16,4%, 12 anos ou mais de estudo (superior, completo ou não).

O mesmo período registrou aumento na taxa de alfabetização, passando de 82,8% para 90,3%. Isto significa que, em 2009, os analfabetos totalizavam 9,7% da população de 15 anos ou mais, aproximadamente, 14,1 milhões de pessoas.

As desigualdades por cor ou raça também diminuíram no período.


Moradia

A renda média mensal do brasileiro de 10 anos ou mais de idade aumentou 35,6% entre 1992 e 2009, mas ainda existem 2,5 milhões de domicílios (43,2% do total) em condições inadequadas de moradia no País e as internações hospitalares decorrentes de saneamento precário são preocupantes.

As más condições de moradia, associadas às desigualdades raciais e regionais, à devastação de vegetação nativa e à poluição atmosférica das grandes cidades, afastam o Brasil do caminho do desenvolvimento sustentável, que pressupõe crescimento com preservação ambiental, qualidade de vida e inclusão social. Por outro lado, a diminuição da pobreza, da desnutrição infantil e do uso de substâncias nocivas à camada de ozônio são indicadores positivos de sustentabilidade.

Entre 1992 e 2009, a renda mensal per capita da população de 10 anos ou mais passou de R$ 807 para R$ 1.094, em valores de 2009.

Nas moradias brasileiras, a maior deficiência é o saneamento básico, deficiente ou inexistente em três de cada dez domicílios brasileiros.