08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Uma conversa... séria!


| Tempo de leitura: 2 min

Vivia se lastimando, justificando suas desventuras, culpando pressões ilusórias do passado. Era pessimista, achando que tudo se lhe oferecia de forma negativa. Com isso, estava sempre na defensiva em qualquer situação. Acordava mal-humorado, já pensando nos problemas que iria enfrentar no trânsito.

Quando chegava no trabalho, presumia mais problemas, conseqüentemente mais dores de cabeça. Sua vida era uma tortura. Não percebia sua importância na sociedade que o acolhia. Na sua pequenez, julgava-se rodeado de invejosos e interesseiros.

Uma noite, deitou-se já irritado pelo péssimo dia que havia passado... e sonhou! Alguém falava com ele. Escutava mas não via seu rosto. A voz lhe disse: - Vamos ter uma conversa... séria! Você, pelo menos lembrou-se de Deus antes de dormir? Creio que não! Então por que não o faz amanhã à noite? Na verdade, só não se lembre, mas converse também com Ele! Você sabe da sua existência, não é? Quis responder, mas as palavras ficaram travadas na sua garganta! ? Faça isso, tá bom? Amanhã, quando atravessares a soleira da porta de saída de sua casa para ires ao trabalho, não saias levando o fardo do negativismo! Não lembres do que aconteceu no dia anterior! Ignore que é preciso ver para acreditar!... Acredite!!! Reconheça Deus como seu companheiro! Fale com Ele na rua, no carro, no serviço, ou em casa antes de dormir! Fale com Ele todo dia, todas as horas, todos os minutos, se necessário!

Passou-se uma semana, quando sonhou novamente com a mesma pessoa. Agora disse-lhe suavemente: - Sempre converso com Ele, independente da hora ou local. Ele ouve e me responde. Do seu jeito, mas responde! Na primeira vez que falei com Ele, Lhe disse que estava desanimado, e que tudo que eu fazia não dava certo. Que não tinha mais vontade de viver! Que as lembranças do passado o atormentavam! No outro dia de manhã, surpreendeu-se pela esperança, entusiasmo e inspiração que tinha no peito! Em outra oportunidade, ele disse que estava triste, que a saudade o castigava. Ele disse que sabia a razão da saudade! Para aliviá-lo, o fez chorar. As lágrimas lavaram-lhe a alma! Continuou com saudade... mas a tristeza foi embora. Finalmente, Aquela pessoa disse (se é que se pudesse ser considerada como tal): - Muitíssimo obrigado pela conversa séria que tivemos! Todos deveriam falar com Ele! Não o fazem! Sabem que existe... mas O ignoram!

Luiz Carlos Pasquarelo