San José de Los Cabos - A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que a Europa será obrigada a tomar decisões mais rápidas para enfrentar suas crises financeira e da dívida soberana e para retomar o crescimento econômico por pressões “inexoráveis” do mercado, de setores políticos e de sua própria sociedade.
Um compromisso expresso com essa linha de ação, entretanto, não foi extraído dos europeus na sétima reunião de cúpula do G-20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo). Esse era o principal objetivo desse encontro, encerrado ontem no México.
Dilma recorreu ao personagem Sobrenatural de Almeida, criado pelo dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues para explicar os gols impossíveis contra o Fluminense, para descrever sua expectativa de que os europeus tomem, de forma urgente, as medidas mais urgentes para evitar o colapso da economia mundial. A mensagem do G-20 em San José de los Cabos, para ela, não cairá no vazio.
“Existe um personagem, e ele é internacional, que se chama Inexorável da Silveira. As coisas não são do jeito que nós escolhemos. Se (os europeus) vão esperar ou não tomar as medidas é uma combinação de decisões políticas com reações de mercado e da pressão popular” afirmou.
Segundo Dilma, é preciso chamar as situações, por mais difícil que seja, por seu nome real. No caso atual, o “nome” é inexistência de um Estado multinacional como sustentáculo de uma moeda regional, o euro.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem que aproveitará uma reunião com o presidente chinês, Hu Jintao, para pedir cooperação da China nos esforços de encontrar um caminho para acabar com o derramamento de sangue na Síria.
A China se juntou à Rússia ao bloquear sanções da Organização das Nações Unidas contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.