Macatuba – A aluna do 3.º ano do ensino médio que, na última quinta-feira, agrediu uma professora com socos no rosto dentro da Escola Estadual Fernando Valezi, no Centro de Macatuba (46 quilômetros de Bauru), foi transferida para uma unidade próxima à sua residência por decisão do Conselho de Escola.
Conforme divulgado pelo JC com exclusividade, a agressão ocorreu dentro da sala da diretora e resultou em hematomas nos dois olhos da docente. Ela procurou a delegacia para registrar boletim de ocorrência (BO) de lesão corporal contra a aluna, que tem 18 anos, e passou por exame de corpo de delito. O caso segue sob investigação.
A reportagem apurou que a estudante, que mudou-se recentemente do Nordeste do País, estaria incomodada com bullying praticado por colegas de classe em razão de seu sotaque. Ele teria, inclusive, registrado BO de injúria contra eles. “Em momento nenhum, eu percebi isso na sala de aula”, conta a professora, que pediu para ter a identidade preservada.
De acordo com a docente, recentemente, durante uma aula que abordava a Literatura de 1930, voltada à região Nordeste, a aluna irritou-se alegando que ela estava tratando de modo pejorativo a origem dela. “Isso não aconteceu em momento nenhum”, diz. A partir daí, a relação entre as duas começou a ficar complicada.
Na última quinta-feira, dia 14, segundo a professora, a jovem teria pedido para ir até a secretaria da escola. Ela revela que autorizou a saída, mas orientou a estudante a pedir autorização à diretora ou coordenadora caso quisesse deixar a escola. “Em duas aulas anteriores a essa, ela havia saído sem ordem da diretora”, diz.
A menina teria se irritado com o comentário e procurado a diretora para reclamar que estava sendo perseguida. A docente foi chamada na sala da diretoria e, segundo ela, durante a conversa, a aluna o teria ofendido várias vezes. Ela alega que retornou para a sala de aula e, ao final do período, foi novamente conversar com a diretora sobre o assunto.
Na versão da professora, a estudante “invadiu” a sala da diretoria e, descontrolada, passou a ofendê-la novamente. “Eu não tive nenhuma atitude de reação”, afirma. Em seguida, a jovem teria dado tapas e socos no seu rosto. “Em 21 anos de Magistério, eu nunca vi isso”, desabafa a docente, dizendo que espera que a garota seja punida criminalmente.