09 de julho de 2026
Nacional

PM fica em alerta e reforça efetivo após execução de policiais


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São Paulo - A Polícia Militar entrou em alerta e reforçou o efetivo nas ruas depois da quarta morte de policial desde o início da semana (leia mais abaixo). Duas bases foram atacadas por criminosos no período, a última na madrugada de ontem, provocando uma sensação de insegurança entre os próprios policiais.

Em reunião às 14h30 de ontem entre o comandante-geral da PM, Roberval França, e os comandantes de toda a Capital, Região Metropolitana, policiamento de choque, trânsito e ambiental, houve um dilema.

Havia certeza de que os ataques eram localizados, mas, se outro policial fosse morto na zona leste, por exemplo, haveria a crítica de que não tomaram as medidas necessárias para defender a tropa.

Os coronéis decidiram fazer um alerta para não serem pegos desprevenidos, como aconteceu em maio de 2006, quando tinham a informação de que haveria ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) e nada fizeram. Roberval proibiu todos os comandantes de darem entrevistas desde as 10h de ontem.

O comandante-geral comentou na reunião que dois casos já estavam praticamente esclarecidos e as notícias “não eram muito honrosas para a corporação” - pois há suspeita de envolvimento de PMs com o tráfico. Em outro caso, em uma academia na zona leste paulistana, são várias as hipóteses, incluindo a possibilidade de um crime passional.


Paraisópolis


Até ontem, não havia interceptação telefônica da Polícia Civil ou da PM detectando ordem partindo de presídios para ataques às forças de segurança. A única possibilidade de uma ação orquestrada seria em Paraisópolis, na zona sul, para onde foi encaminhado o Batalhão de Choque.

A PM reforçou o patrulhamento, principalmente nas zonas sul e leste, com Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Batalhão de Choque, Comando de Operações Especiais (COE), 253 policiais, 57 viaturas e 20 motos. Havia a previsão de que fossem realizados até 20 bloqueios por área. Houve a determinação também para que policiais em serviço administrativo assumissem postos nas ruas e aqueles que estão em recesso permanecessem dentro dos quartéis.

Em carta aberta à corporação, o comandante da PM recomendou “cautela redobrada” e sugeriu que policiais evitem “lugares de risco”.