07 de julho de 2026
Saúde

Conta-Gotas


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Ataque fatal

De acordo com pesquisadores, cerca de 75% das internações de emergência relacionadas a asma poderiam ser evitadas se houvesse um melhor gerenciamento da doença. No Brasil, em 2011, a doença foi responsável por 177,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS). Mais da metade dos pacientes pesquisados (55%) não acredita estar sob risco sério, embora o estudo revele que 93% deles poderiam ter um ataque fatal. No Brasil a asma é responsável por pelo menos 2,5 mil mortes ao ano. «A doença não tem cura, porém se controlada com acompanhamento médico, o paciente pode ter uma vida normal com remédios anti-inflamatórios e broncodilatadores, que promovem a dilatação dos brônquios», explica o médico.

Asma piora no inverno

Na última quinta-feira, começou o inverno no Brasil. No mesmo dia, foi comemorado o Dia Nacional de Controle da Asma, doença respiratória que atinge mais de 150 milhões de pessoa no mundo. Caracterizada por uma inflamação nas vias aéreas, ela acomete geralmente os brônquios e bronquíolos, dificultando a respiração. Os principais sintomas estão ligados à falta de ar, chiado e aperto no peito, além de cansaço e tosse seca. "No inverno aumentam os casos de problemas respiratórios, em especial a asma. O tempo seco, partículas de fumaça, gases irritantes, substâncias químicas e alérgenos potenciais existentes na atmosfera agravam as crises asmáticas", destaca o pneumologista do Hospital do Coração, Carlos Carvalho.

Redução gradual

O governo federal assinou um termo de compromisso com as associações que representam os produtores de alimentos processados que estabelece um plano de redução gradual na quantidade de sódio presente nos alimentos industrializados. "A meta é uma queda anual de 6,9% no consumo médio de sal", revela Rinaldi. A projeção é que o consumo médio de sal seja em torno de oito gramas em 2015, de seis gramas em 2019, e de cinco gramas a partir de 2021.

Menos sal

Dez milhões de brasileiros sofrem de insuficiência renal, mas apenas 30% sabem que têm a doença. E o sódio, presente no sal de cozinha e alimentos industrializados, é um dos principais fatores de risco. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo diário de até cinco gramas de sal (equivalente a dois gramas de sódio). O consumo médio do brasileiro é de 12 gramas por dia, mais que o dobro do recomendado. "É importante verificar o teor de sódio de alimentos industrializados e consumir aqueles com menores índices", alerta Daniel Rinaldi, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Vale lembrar que um grama de sal contém 400 mg de sódio.

Mais caloria

A tendência de maior consumo de sal nos dias mais frios, decorrente de refeições mais calóricas e condimentadas, pode afetar a saúde do sistema cardiovascular e, consequentemente, do rim. Embora os rins sejam órgãos fundamentais na eliminação do excesso de sódio ingerido, quando há comprometimento da função dos rins a sua capacidade para filtrar e eliminar o excesso de sal é limitada.