...Ou Paulo Maluf e seu novo afilhado? A história um dia contará melhor porque todo político afirma e reafirma que a política é dinâmica. E eles, com raríssimas exceções, se dão muito bem, se abraçam e se cumprimentam efusivamente fora das Câmaras, das Assembleias e do nosso "brilhante" Congresso. Nos hospitais (de ponta, lógico!), então, nem se fale! Ali não há adversidade alguma. Desejam que o enfermo se recupere e retorne dentro em breve com tanta naturalidade que mais se parecem irmãos consanguíneos. É a tal farinha...
Mas às vezes a coisa não é bem assim não. O pai do ex-presidente Collor já atirou no interior do Senado num seu colega adversário, e não foi só para assustar, não. Porém, a proposta acima intitulada recorda aos mais velhos que Maluf já foi padrinho de outro Luiz Inácio, de alcunha "Luizão", um pugilista dos anos 60, que chegou a ser campeão sul-americano. Se ganhou algum dinheiro foi mal guardado, lá na capital paulista. Como boxeador, e já não tendo mais o emprego de ferroviário, certa feita levou uma "tunda" no ringue e acabou literalmente na "lona". Sem "pique profissional", abandonou o box. Paulo Maluf, secretário de Obras do Município, abriu seu coração (a "galera" da época achava isso) e lhe deu um emprego de porteiro num prédio de apartamentos, ganhando o salário mínimo. Luizão encerrou sua vida na sarjeta, como indigente. Agora, mais recentemente, outro Luiz Inácio, o Lula, até para assuntos internacionais, parece estar beijando as mãos de Maluf e, quem sabe, um novo padrinho à altura dos seu misteriosos projetos políticos, porque projetos metalúrgicos nunca mais. É isso mesmo: são tão misteriosos que até a Erundina já deu no pé por conta desse "batizado".
Antônio Ribeiro Corrêa