08 de julho de 2026
Nacional

PSDB e PMDB lançam candidatos

Guilherme Waltenberg e Aline Bronzati
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O PSDB oficializou ontem a candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo. Realizado no ginásio do Ibirapuera, zona sul da capital, o evento contou com a participação das principais lideranças da sigla.


Em resposta ao lema da pré-campanha do petista Fernando Haddad, que prega o “novo” para São Paulo, Serra ressaltou sua experiência política e lembrou as realizações de suas gestões tanto como prefeito da cidade quanto como governador do Estado de São Paulo.


“O tempo não desgasta os que lutam. Experiência é virtude”, disse ele, alfinetando Haddad, que nunca concorreu a cargos eletivos: “Não estou aqui para experimentar. Estou aqui para avançar São Paulo.”


Sob aplausos e gritos de “volta”, Serra recorreu à frase “não passarão”, da líder esquerdista da guerra civil espanhola Isidora Dolores Ibárruri Gómez, também conhecida como La Pasionaria, para criticar o discurso do PT.


“Gente que fez pouco ou praticamente nada por São Paulo vai falar mal da cidade. Mas eles não passarão”, discursou o candidato do PSDB.


Serra afirmou que, caso eleito, sua gestão usará recursos tecnológicos para oferecer serviços à população. “Será um governo parecido com Nova Iorque e Chicago”, pregou ele.


Para Serra, é necessário ampliar as parcerias com o governo federal e continuar as estabelecidas com o estadual. Segundo ele, São Paulo precisa de um candidato com “independência” e “peso político” para fazê-las.


“Isso é tarefa de um prefeito independente e com peso político e ousadia nas coisas”, disse, em autorreferência.


Presente no evento, o governador Geraldo Alckmin disse que São Paulo não é terra de candidato do “bolso do colete.” “Serra é candidato do povo”, emendou o governador.


A ex-primeira dama Ruth Cardoso, que faleceu há quatro anos, foi homenageada por Serra. “Seu espírito era inovador. Ruth, você está aqui entre nós”, afirmou ele.



Absurdo


O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, criticou ontem a formação de coligação proporcional para a eleição de vereadores na chapa do pré-candidato tucano José Serra à prefeitura de São Paulo. A coligação proporcional é a divisão do tempo de propaganda eleitoral gratuita no radio e na TV entre os partidos aliados.


Para Aníbal, que participou da convenção municipal do PSDB que homologou a candidatura de José Serra à prefeitura paulistana, a escolha do chamado chapão foi um “absurdo”.


“Acho que se a votação que definiu a coligação proporcional não tivesse sido secreta, teria perdido. Muita gente foi estimulada e não fez o voto que queria fazer, contrário à votação não proporcional”, disse, sem dizer quem teria interesse na coligação proporcional.


O ex-secretário Andrea Matarazzo defendeu a coligação proporcional PSDB-PSD-PR-DEM para a eleição de vereadores. “É bom para toda a coligação porque permite que se faça um bom número de vereadores,” afirmou.


Derrotado nas prévias de 25 de março que escolheram José Serra pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Aníbal disse que a escolha de Serra pelos tucanos tem como base “uma coligação de apoios que eu acho conservadora, movida pela ideia do ‘olha quem tem a melhor posição nas pesquisas agora’. Isso não propicia a formação de novos quadros”, argumentou.