Para muitos, ser portador de amiotrofia espinhal progressiva, patologia neuromuscular, é sinônimo de preocupação e isolamento. Mas para Graziela Yoshie Nishiyama, 40 anos, a doença era apenas mais um motivo para lutar cada dia mais pela inclusão dos portadores de deficiências. Depois de passar três semanas internada no Hospital Beneficência Portuguesa de Bauru acometida por uma broncopneumonia, Graziela morreu na noite de anteontem, após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
Durante todo o dia de ontem, o corpo de Graziela foi velado por familiares e amigos no Centro Velatório Terra Branca localizado na rua Gerson França, 5-55, Centro, em Bauru. Muito abalada, a família falou pouco com a reportagem. A mãe Marlene Policena de Campos, 61 anos, lembra que uma das principais atividades da filha foi a presidência do Centro de Apoio à Pessoa Portadora de Deficiência de Bauru.
“Ela estudou psicologia, ministrou workshops de acessibilidade, sugeriu o elevador para deficiente na Câmara Municipal e nos ônibus circulares, entre muitas atividades. Eu só posso dizer que ter ela como filha foi uma experiência muito bonita de Deus, agradeço muito a Ele por ter mandado ela assim. Como tenho outra filha com a mesma patologia, eu respirava, andava, fazia tudo por elas. Agradeço muito a Deus”, disse a mãe, emocionada.
Graziela deixa a filha Gabriela, que completou 7 anos neste domingo, os pais Tadashi Nishiama e Marlene Policena de Campos e as irmãs Lúcia Adriana, Fabiana Naomi e Andréa Sayuri. Seu sepultamento ocorreu ontem, às 15h10, no Cemitério da Saudade, em Bauru.