Domingo foi um dia de tristeza e luto para todos os bauruenses. A assistente social Egli Muniz faleceu, aos 66 anos, vítima de um aneurisma cerebral. Egli deixa três filhas e um exemplo de atuação sensível e competente à frente da área social em Bauru. Egli foi pioneira do trabalho em serviço social na cidade. Ingressou a segunda turma do curso na ITE, em 1964. Formou-se em 1967, quando já começou a trabalhar pela parcela de população mais carente, seja na atuação como assistente social na Prefeitura de Bauru (cargo pelo qual se aposentou) ou mesmo na formação dos futuros profissionais da área ? foi professora e diretora do curso de Serviço Social na ITE, onde também colecionou admiradores.
Atuou, de forma marcante, como secretária do Bem-Estar Social no governo de Tuga Angerami. Nesta época, implantou o Suas (Sistema Único da Assistência Social) no município, referência para o trabalho social em todo o país. Integrou também equipe para projeto da Unesco, com intensa participação no Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome ? inclusive, seu livro, "Os Serviços de proteção social: um estudo comparado entre Brasil e Portugal" foi e ainda é utilizado como base para a implantação de serviços sociais no Brasil.
Foram 46 anos de dedicação à política de assistência social, em época que o setor não ganhava a dimensão que tem hoje. O profissionalismo na área (que envolvia metodologia, prestação de contas e avaliação), o trabalho junto a serviços de assistência e, principalmente, seu compromisso com a cidadania fizeram Egli Muniz ser sinônimo do trabalho voltado à solidariedade.
Que o exemplo de Egli possa seguir vivo entre todos nós e que inspire todos a sempre fazer o melhor pelo seu próximo e por Bauru, que anda carente de modelos vitoriosos como o dela. Obrigada, Egli.
Chiara Ranieri, vereadora