Há pessoas com carisma e tão iluminadas que desenvolvem um halo de atração em torno de si mesma. São criaturas simples e humildes e, por isso, capazes de contagiar o ambiente em que vivem. Irmã Elvira Milani é uma delas. A matéria "Quero ser amor e doação para o outro", publicada em 24 de junho, p. 14, do JC, é uma mostra de quem é Irmã Elvira. Quem, no entanto, privou de seu convívio, sabe que ela é toda aquela doçura e sabedoria reveladas na entrevista, e muito mais.
Bauru deve muito a essa religiosa e educadora. Baluarte da USC, sempre representou uma coluna de firmeza, capaz de sustentar embates e dificuldades que, durante sua atuação à frente desse educandário, não foram poucos. Com suavidade e equilíbrio, venceu sempre e ajudou a construir a credibilidade e esplendor de que hoje essa casa de ensino desfruta. Dona de uma personalidade onde a honradez e a tenacidade são alguns de seus atributos perceptíveis, ela demonstrou, através da entrevista, que soube aceitar e aliviar perdas, porque a vida estava ali para ser vivida e superada e, acima de tudo, para ser usada em benefício do próximo.
Só quem teve a oportunidade de conviver com Irmã Elvira sabe de seu caráter e infinita bondade. Não devo falar só de mim, que fui agraciada com sua participação sensata e serena em minha banca de doutorado na então FFCL de Marília e que, principalmente, pude contar com ela durante largos anos, como minha diretora e colega na FFCL de Bauru, hoje a poderosa USC. Falar do presente que recebi de Deus em poder conviver com tão esplêndido ser humano seria egoísmo demais. O que conta é o trabalho dela em prol da sociedade em seus múltiplos aspectos. Quer na educação, na saúde, na espiritualização, sua mão benfazeja esteve e continua a estar presente espargindo coragem, alegria, otimismo.
Bauru deve muito à Irmã Elvira. Aprecio os que sabem viver na leveza, os que sabem viver no pouco, sabem a diferença entre felicidade e alegria e, especialmente, sabem entrar no ritmo da vida. Ficam aqui meu reconhecimento e admiração a essa criatura de Deus. Sua humildade marcante faz-me lembrar Cecília Meireles: "Varre seu próprio rastro. Apanha as folhas do jardim aos punhados, primeiro; depois, uma por uma por fim. Depois desaparece, tímida como um pássaro numa árvore." Saudades, abraços e meu reconhecimento, cara Irmã Elvira.
Maria da Glória De Rosa