São Paulo - Mais ônibus queimados, comércio e escolas fechados com medo de saques e protesto de moradores que ficaram sem transporte público. Os casos de violência na cidade de São Paulo, principalmente nos extremos da zona sul e leste, aumentaram nos últimos dias - só no Capão Redondo, 11 pessoas foram mortas em apenas seis dias.
Desde a sexta-feira passada, o policiamento foi reforçado após seis policiais militares serem assassinados.
Na noite de anteontem, as empresas Sambaíba e Transcooper retiraram os ônibus das ruas após três veículos serem queimados por criminosos nas zonas norte e sul.
A falta de transporte gerou protesto de usuários, que fecharam por 40 minutos a avenida Cruzeiro do Sul, na zona norte. No total, nove ônibus foram atacados desde o dia 13. Horas depois, na região do Sacomã e da Vila das Mercês (zona sul), perto de onde um ônibus foi queimado, a PM orientou comércios e escolas a fecharem as portas para evitar possíveis saques.
A cena se repetiu ontem à tarde, apesar de a polícia afirmar que a situação estava tranquila. Sem dar explicações, a empresa ViaSul recolheu parte dos ônibus na região.
Setores de inteligência da polícia investigam se as mortes dos seis PMs e os ataques a ônibus são crimes ligados ao grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC).
A polícia suspeita que as ações são uma retaliação à operação da Rota que deixou seis mortos, em maio, e à transferência de um dos chefes da quadrilha para um presídio de segurança máxima.
Para o secretário-adjunto da Segurança Pública de São Paulo, Jair Burgui Manzano, as mortes dos PMs e os ônibus queimados são “eventos isolados”.