08 de julho de 2026
Esportes

Basquete: Draft pode colocar mais brasileiros na NBA


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Os futuros astros da maior liga de basquete do mundo enfrentam hoje seu vestibular. A edição 2012 do draft da NBA começa às 20h (de Brasília), em Nova Jersey, com dois brasileiros inscritos: o pivô Fabrício Melo - ou Fab Melo, como é conhecido pelos norte-americanos - e o armador Scott Machado.

Ambos nasceram em junho e acabaram de completar 22 anos. Destacaram-se em suas universidades (Syracuse e Iona, respectivamente) e podem ser escolhidos até na primeira rodada do draft, embora os prognósticos sobre as decisões das franquias variem entre os especialistas. Em comum, Fab Melo e Scott Machado são vistos como jogadores de futuro, tanto nos EUA, tanto para a Seleção Brasileira.

Fab Melo, de 2,13m, é natural de Juiz de Fora (MG). Foi para os Estados Unidos ainda adolescente, para jogar no ensino médio. Acabou conquistando uma bolsa de estudos na Universidade de Syracuse, onde atuou por dois anos. Por problemas acadêmicos, o pivô não pode participar da fase final da NCAA, o campeonato universitário norte-americano. Scott, de 1,85m, não nasceu no Brasil, mas é filho de pais brasileiros, que saíram de Porto Alegre e se estabeleceram em Nova York. Ele se formou na universidade de Iona.

Os dois foram convocados para defender o Brasil na disputa do Campeonato Sul-Americano, realizado neste mês na Argentina. Mas, por causa da preparação do draft, composta por treinos em todo o território norte-americano, pediram dispensa. Atitude que, segundo o técnico Rubén Magnano, não fecha portas para as duas promessas. O treinador argentino, aliás, é só elogios aos jogadores.

“Já tive um contato com o Fabrício no ano passado. Estamos diante de um jovem com muito futuro. Ele foi escolhido o melhor defensor de sua liga (a Conferência Big East), o que mostra que ele vai por um bom caminho”, avalia Magnano, que também fala sobre Scott. “Ele foi educado nos Estados Unidos, mas tem um perfil mais europeu. Fiquei muito surpreso, porque ele dá muita preponderância ao passe, o que é muito importante em um condutor  Scott é rápido, toma boas decisões e não chuta por chutar.”

O Brasil já teve sete atletas escolhidos no draft da NBA até hoje. O desbravador foi Nenê Hilário, em 2002, eleito pelo New York Knicks na sétima posição e, em seguida, negociado com o Denver Nuggets, time que defendeu até o início deste ano. Desta vez, o Brasil terá a chance de repetir 2004, única oportunidade em que dois brasileiros foram escolhidos na mesma edição do draft, com Anderson Varejão e Rafael Babby Araújo.