08 de julho de 2026
Polícia

Mira de longo alcance é apreendida

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

 

Foram dois meses de investigações que culminaram em quatro mandados de busca e apreensão. O objetivo da Polícia Civil nesta ação é o de coibir o tráfico de armas, que contribui para uma série de crimes ocorridos na cidade como roubos (leia mais abaixo), homicídios, tráfico de entorpecentes.

Como resultado, na manhã de ontem, com apoio de cerca de 12 policiais militares das Bases de Segurança Comunitária Oeste e Noroeste, três equipes de investigação do 1º Distrito Policial (DP) apreenderam uma luneta com mira de, no mínimo, 1 quilômetro de alcance em uma casa no Núcleo Nova Esperança, em Bauru.

Para coibir a violência na cidade, as polícias Civil e Militar se uniram em uma operação conjunta. O Setor de Investigação Geral (SIG) do 1º DP levantou quatro possíveis locais em que armas poderiam estar escondidas, sendo dois no Nova Esperança e dois no Parque Val de Palmas.

Para dar cumprimento aos quatro mandados expedidos pela Justiça, os policiais civis se dividiram em três equipes de investigadores chefiadas, respectivamente, pelos delegados Adib Jorge Filho, José Dorneles e Eduardo Sganzela, contando ainda com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (Garra). Segundo o capitão Samuel Gomes Pereira, comandante da 3ª Companhia da PM, a Polícia Militar, escalou cerca de 12 policiais das bases Oeste e Noroeste, que se subdividiram em quatro viaturas.


Buscas

Os cumprimentos começaram por volta das 6h da manhã de ontem e, logo no primeiro endereço residencial do Nova Esperança, a luneta com mira de longo alcance foi encontrada em um dos cômodos. “Queríamos ter encontrado também o suspeito de ser o dono do equipamento, que também é de uso restrito, mas a mulher que estava no local disse que ele não mora lá”, destacou o delegado Dinair José da Silva, titular do 1º DP.

O homem de 29 anos, com suspeita de antigo envolvimento com tráfico de drogas - que teve a identidade preservada para não prejudicar as investigações -, continua sendo procurado, já que é o dono do equipamento, mas até o fechamento desta edição não havia sido localizado. Um aparelho celular que estava na residência também foi apreendido e terá as últimas ligações rastreadas.

Nos outros endereços, sendo um deles um bar, a intenção era encontrar outro suspeito. No entanto, ele não fora localizado e, nos locais, nada de ilícito foi flagrado. “Este é um momento preocupante para a polícia e gostaria de frisar que estaremos sempre atentos e realizando operações como esta”, afirma Dinair.


Mira certa

 

O chefe da equipe de investigação do 1º DP, Louis Rios, que possui treinamento específico em carabinas e submetralhadoras, explica que a mira da luneta apreendida pode atingir até 1 quilômetro de distância. “Essa mira possui diversas regulagens e é usada para armamentos como rifles, fuzis, entre outras armas de maior calibre”.

O delegado Dinair José da Silva, titular do 1º DP, destaca que a apreensão desta arma, inicialmente, não tem ligação com o roubo ocorrido nesta quinta-feira no Jardim Petrópolis em Bauru, quando bandidos levaram 12 armas de um colecionador. “São investigações que começaram há cerca de dois meses”, disse.

 

Acusado de roubar arsenal e ameaçar vítimas é preso

Um dos dois acusados de roubar 12 armas de um colecionador recentemente falecido do Jardim Petrópolis na manhã de anteontem - conforme noticiado pelo JC -, foi preso pela Polícia Militar (PM). Eduardo da Silva Ramos, 28 anos, foi capturado no bairro onde mora, Núcleo Fortunato Rocha Lima em Bauru na mesma noite do assalto. A prisão foi divulgada ontem pela polícia.

Segundo o delegado Cledson Luiz do Nascimento, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), a PM teria chegado ao jovem depois de denúncias anônimas. “Ele foi localizado no Núcleo Fortunato Rocha Lima, trazido ao Plantão Policial e em seguida apresentado à DIG. Ele nega ter participado do crime, mas foi reconhecido pelas vítimas e diversas testemunhas”. No momento da prisão, a PM também apreendeu administrativamente um automóvel Fiat Palio com placas de Bauru, que também fará parte das investigações, bem como um aparelho celular que será rastreado.

Até o fechamento desta edição, equipes da DIG vasculhavam diversos endereços, inclusive uma chácara em Arealva, onde os acusados poderiam ter escondido as armas. O outro suspeito de ter participado do assalto ainda não foi identificado pela Polícia Civil.