09 de julho de 2026
Polícia

Polícia identifica travesti morto a facadas em Bauru

Da redação JCNet com Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis

Apesar dos vários objetos encontrados, a vítima não possuía nenhum documento de identificação

Conforme apurado pelo JC, com informações  da Polícia Civil, o travesti morto a facadas, na madrugada de ontem (30), em Bauru, é Carlúcio de Oliveira, de 40 anos. Segundo as investigações, os policiais já suspeitavam que a vítima pudesse ser o morador de Agudos.

Ainda de acordo com a reportagem, na manhã deste domingo, dia 1, a irmã de Carlúcio esteve na delegacia e conseguiu uma autorização para reconhecer o corpo que está no Instituto Médico Legal (IML) de Bauru. Após o reconhecimento, o corpo será liberado e velado em Agudos.

Como divulgado na matéria de ontem do JC, Carlúcio foi morto na madrugada de sábado (30), na quadra 3 da rua Luiz Bagnol, Vila Antártica, em Bauru.  Ele foi encontrado com dois ferimentos na parte superior do corpo, uma facada no pescoço, que atingiu a artéria aorta e outra, mais superficial, no nariz. A vítima não portava documentos. Porém, em um relato informal que consta no boletim de ocorrência registrado no Plantão da Polícia Civil, um soldado da PM disse que, devido a abordagens feitas em outras ocasiões, reconheceu a vítima como sendo Carlúcio.

O corpo foi encontrado a aproximadamente 100 metros da avenida Nações Unidas, onde ele trabalharia durante a madrugada. A informação chegou até a polícia de forma anônima, que no local acionou o Samu para um possível socorro, mas segundo o delegado plantonista Rogério Dantas, o médico apenas constatou a morte.

O homicídio, o segundo registrado neste ano contra travesti em Bauru - na mesma região da cidade -, aconteceu em frente ao numeral 3-26 da rua Luiz Bagnol, residência que estava vazia no momento do crime. Na rua, nenhum morador quis se manifestar sobre o assunto. Disseram apenas para a polícia que ouviram um único grito durante a madrugada.

O travesti morreu segurando uma nota de dinheiro, o que levou a polícia a suspeitar que houve um desentendimento entre ele e um cliente no final do programa sexual. “Está praticamente descartada a possibilidade de crime de homofobia.”, disse Dantas.