08 de julho de 2026
Pesca & Lazer

Peixe é prioridade em três continentes


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O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, José Graziano da Silva, mediou o Seminário Segurança Alimentar e Nutricional promovido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, no âmbito da Rio+20.

Graziano afirmou que o peixe é a grande proteína do futuro e só tem impactos positivos na preservação dos recursos ambientais entre eles, a água. "Hoje, se tem o peixe como sinônimo de uma alimentação saudável", ressaltou.

Anfitrião do seminário, o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella disse que o Brasil entrou num novo ciclo: o do peixe. "O peixe é a solução para os que estão comendo mal e para os que estão passando fome", afirmou.

Crivella ressaltou também o processo de partilha das terras públicas que ficou concentrada nas mãos de poucos. Segundo o ministro, agora o País tem a oportunidade de corrigir o erro com a distribuição das águas públicas nas áreas e nos parques aquícolas para os mais pobres. "Não é difícil aprender a fazer o manejo do peixe", disse.

Durante o debate, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, comentou que há várias possibilidades da agricultura se agregar a piscicultura, por exemplo. A feira do peixe vivo que é realizada em vários estados é uma fonte de renda alternativa para os pequenos produtores.

Alimento saudável

Preocupada com a qualidade dos alimentos consumidos pelos brasileiros, a presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Maria Emília Lisboa Pacheco, defendeu no debate que os sistemas agroecológicos são mais sustentáveis e geram um alimento mais saudável.

"A quantidade de veneno que temos hoje nos nossos alimentos é um desrespeito à vida humana. Nós estamos expostos aqui no Brasil a cinco quilos de veneno cada um. A qualidade também é indispensável e precisa ser associada a nossa visão de segurança alimentar", relatou.

Durante o seminário, o público obteve informações sobre a anchoita e degustou o peixe - de pequeno porte - parecido com a sardinha.

O MPA desde 2009 desenvolve um projeto em parceria com a Fundação Universidade do Rio Grande (Furg), Capes, CNPQ e Cecane/UFRGS para a captura, o processamento do peixe voltado para o mercado institucional e a distribuição para merenda escolar na rede pública de ensino do Rio Grande do Sul.

Entre as diversas etapas deste projeto destacam-se a captura de anchoita utilizando traineira oriunda da pesca da sardinha, o processamento do peixe enlatado em molho de tomate voltado ao mercado institucional e a distribuição junto à rede pública de ensino do Rio Grande do Sul para merenda escolar.

O projeto tem obtido resultados promissores, fornecendo importantes subsídios ao desenvolvimento de uma cadeia produtiva tendo a anchoita como base.

?Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura