10 de julho de 2026
Esportes

Copa do Brasil: Gilto reafirma agressão e dispara: ?Tirone sentiu que não vai se reeleger?

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

O bauruense Gilto Avallone, conselheiro do Palmeiras e membro do Conselho de Orientação Fiscal (COF) do clube, acusa o presidente alviverde, Arnaldo Tirrone, de tê-lo agredido, após discussão na porta do clube. Avallone, integrante da ala opositora a Tirone, afirma que o mandatário está “nervoso porque já sentiu que não vai se reeleger” e não tem as contas de sua gestão aprovadas no COF. “A briga deles é que o COF tem 15 membros e, normalmente, nove sempre reprovam as contas”, aponta. As eleições para a presidência do Palmeiras ocorrem no início de 2013.

Avallone revela que prestou queixa em uma delegacia, fez exame de corpo de delito e relata o que ocorreu no incidente. “Estive no Palmeiras, estava na rua saindo, quando chegou o presidente com o filho e tentaram me agredir. Quatro ou cinco seguranças entraram no meio e levaram o presidente o filho dele. Eles me xingaram, principalmente por causa do problema das contas que a gente não aprova, mas deixei o caso para lá. De repente, vejo um movimento atrás de mim meio acelerado. Ele e o filho dele vieram tentar me agredir novamente. Os seguranças não deixaram eles me agredir. Mas eles ainda me deram dois pontapés”, relata Avallone, que afirma que não reagiu.

Em declarações à imprensa paulistana, Tirone nega a agressão e afirma que houve apenas uma discussão com Avallone. A atitude do conselheiro irritou de vez os situacionistas no clube e o diretor jurídico, Piraci Oliveira, chegou a defender a expulsão de Avallone em manifestação em seu twitter. Avallone afirma que não há embasamento para uma expulsão e contra-ataca dizendo que vem reunindo documentos e informações que comprometem a atual administração no Palmeiras, o que, na sua opinião, incomoda diretores. “Estou em uma discussão com o Piraci, que inclusive não é da parte dele. Pedi para me informarem quanto o Palmeiras pagou para empresários em 2011 e 2012. Mandaram para mim uma relação de 11 ou 12 jogadores e passaram a cifra de R$ 5,1 milhões. Só que se esqueceram que eu tinha uma relação de mais 13 jogadores. Mandaram os números errados e foi aí que começou toda a discussão”, destaca.