08 de julho de 2026
Nacional

PF prende ex-cunhado de Cachoeira

Folhapress
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Anápolis - A Polícia Federal prendeu ontem o ex-cunhado de Carlinhos Cachoeira, Adriano Aprígio, sob suspeita de ameaçar a procuradora da República Lea Batista, uma das responsáveis pela Operação Monte Carlo, que investigou o empresário.

O mandado de prisão preventiva, que vale inicialmente por dez dias, foi expedido pela 11.ª Vara Federal. Aprígio é um dos réus na ação penal decorrente da Monte Carlo, apontado como “laranja” de Cachoeira em negócios e imóveis.

Para chegar a ele, a PF rastreou o IP (espécie de CEP virtual de cada aparelho que se conecta à rede) de onde partiu um e-mail enviado à procuradora.

Na mensagem, de 13 de junho, o remetente diz que a procuradora foi injusta com ele. “Estão errados e vou provar no curso do processo que, no que diz respeito à minha pessoa, tudo é ilusão, nada é verdade, talvez me apresente oportunamente em audiência, quem sabe”, escreveu.

“Mas quero dizer que foi dura comigo, por pouco não destruiu minha família. Meu trabalho lícito você quase o liquidou.”

A procuradora ainda recebeu outro e-mail com ameaças explícitas, mas a PF não descobriu a origem da mensagem. A Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) disse estar comprovada a relação entre as ameaças e o grupo de Cachoeira.

“Ameaças são inúteis porque o Ministério Público e seus procuradores sempre irão continuar a exercer o seu papel”, disse o procurador Roberto Robalinho, presidente em exercício da ANPR.

O advogado de Aprígio, Ronivan Peixoto, disse que o e-mail foi um “desabafo” enviado após a operação.

“Ele é muito querido na cidade (Anápolis, em Goiás), tem atuação legal e estava deprimido naquele momento”, disse o defensor. “Não há ameaça nesse email, por isso é uma prisão desproporcional.”