A Polícia Civil não localizou a garota de 8 anos que Erisvaldo José dos Santos, 28 anos, “confessou” ter estuprado. Após ser preso por esfaquear seis colegas de trabalho em uma empresa bauruense, ele teria relatado o estupro aos companheiros de cela no Centro de Detenção Provisória (CDP). A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), porém, não achou a suposta vítima.
A delegada Priscila Alferes afirma que foram feitas diligências com base no que Erisvaldo teria contado aos outros detentos. Lá, ele disse que estupro ocorreu há uma semana e com o consentimento da tia da criança. O crime teria sido praticado em um imóvel próximo ao Terminal Rodoviário de Bauru.
“Uma equipe fez várias buscas na área e não localizou este imóvel. Então, não há um caso concreto, uma vez que não há esta vítima. Iremos cruzar com o banco de dados das nossas vítimas recentes para ver se alguma se encaixa neste perfil”, afirma.
Assim, o caso continua um mistério. Erisvaldo está preso desde terça-feira, quando esfaqueou seis colegas de trabalho na TLMix, empresa localizada no fim da avenida Nações Unidas Norte, na rotatória de acesso ao Distrito Industrial III.
Após o ataque de fúria inexplicável até o momento, Erisvaldo pulou o muro da empresa e, com o próprio uniforme, tentou se enforcar em uma árvore. Descrito como um funcionário exemplar e bastante tranquilo, ele foi contido por funcionários e preso em flagrante por tentativa de homicídio.
Um dia após ser preso, ele teria confessado o estupro e foi agredido por companheiros de cela. A assessoria de comunicação da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) do Estado de São Paulo informou que o preso, ao passar pelo setor de enfermaria para o primeiro atendimento, apresentou possíveis distúrbios psiquiátricos.
A SAP instaurou Procedimento Apuratório Preliminar para apurar as agressões e determinou que o presidiário seja submetido a exame psiquiátrico.
Os dois presos que assumiram a autoria da agressão e Erisvaldo foram isolados.