08 de julho de 2026
Articulistas

Pensando bem...

Munir Zalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Somente um afoito como eu, autodidata, com a ousadia de comentar a filosofia que causa espanto diante dos paradoxos na conduta do homem nos dias atuais. Entendo que filosofia é o pensamento, a reflexão, o questionamento. A busca da ética e da lógica. Mudar uma coisa em outra coisa. Uma pessoa noutra pessoa. O pensamento moderno está voltado às causas humanas ou não passa da teoria? O homem conhece a si mesmo como Sócrates (469 aC-399 aC) afirmou? Nem ouso discutir. Conheço-me. Cito Karl Marx (1818-1883). (Nunca fui ou fiz apologia comunista). Oportuna para este inciso: "Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo". Clara referência ao regime bolchevista por ele criado e pouco resta neste mundo.

A sua filosofia poderia ser aplicada na conduta de cada ser dentro dos saudáveis princípios democráticos? O importante é mudar. Aludo vícios maiores que afetam a sociedade em que vivemos: egoísmo e niilismo. Eu sou! Os outros que se danem. Presunção grotesca. Felizmente, existem pensadores anônimos a batalhar para modificar o nosso mundo para o seu lado melhor. Decodificar o Brasil de hoje e torná-lo perfeito é o repto à sociedade e aos políticos eleitos nas urnas cujos exemplos são deploráveis. A corrupção é a sua marca registrada. No poder pelos votos conquistados com aleivosas promessas, permanecem no trono a continuar suas tratantadas. Raposas cínicas a desfalcar o eleitor, dissimulando suas digitais.

A filosofia é "amor à sabedoria". Pensar também com a alma e o coração. A minha filosofia? Amar ao próximo como a mim mesmo. Retribuir o aceno. Copo com água, pão e prato fundo com sopa. Ajudar ao achegado ser feliz. Somar paz na consciência. Aprendi com os exemplos dos meus amados filósofos: mamãe, papai, e as experiências de 85 anos de vida, mortes e ressurreição espiritual. Como Leon Tolstoi (1818-1910): "Alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira". Cada pessoa à sua maneira mesmo ingênua é filósofo.

A questão maior é o livre-arbítrio. Sabedoria nas opções. Cada escolha é a confissão do grau espiritual da cada pensador voltado para Deus. A ambição ao poder e o egoísmo estão escravizando o homem. Materializando-o e o levando a violências insonháveis. Seduzindo-o e o fazendo esquecer que o que é da terra na Terra fica. "Procurando o bem para os nossos semelhantes encontramos o nosso". (Platão 428-7aC-348-7aC).

O autor, Munir Zalaf, é membro da Academia Bauruense de Letras - cadeira 11 - e colaborador de Opinião