08 de julho de 2026
Internacional

Parlamento faz sessão relâmpago


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Cairo - Sob o comando da Irmandade Muçulmana, o Parlamento do Egito foi reaberto ontem numa sessão relâmpago, desafiando ordem da Suprema Corte do país. Determinada no domingo por um decreto do presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, a reabertura do Parlamento acirra a disputa entre os islamitas e a junta militar, que detém a maior fatia do poder no país.

Na segunda, a Suprema Corte colidiu frontalmente com o presidente, revogando o decreto de Mursi.

A sessão parlamentar de anteontem durou cinco minutos, a mais curta da história.  Serviu sobretudo para marcar a posição da Irmandade e seus aliados contra a dissolução do Parlamento, mas também indicou o caminho que a disputa seguirá.

Ficou decidido que será feita uma consulta sobre a dissolução do Parlamento à Alta Corte de Apelações. Até a resposta, as sessões parlamentares estão suspensas. A medida parece fadada a fracassar, uma vez que a Suprema Corte anunciou que sua ordem é inapelável. A Irmandade argumenta que respeita a decisão do tribunal, mas diverge de sua aplicação. Para os islamitas, o veredicto de que 1/3 dos deputados foi eleito de forma irregular não implica a dissolução de todo o Parlamento.

A insistência da Irmandade Muçulmana em desafiar uma decisão da corte máxima provocou críticas de setores liberais, levando membros não islamitas do Parlamento a boicotar a sessão. A estratégia de barganha do presidente parece antever um prolongado confronto político e legal, aliado à pressão das ruas, com protestos diários.