08 de julho de 2026
Política

Quem é quem nas eleições 2012


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Rodrigo Agostinho


Candidato à reeleição em 2012, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) é advogado e atua, desde a juventude, na causa ambientalista. Apesar disso, mesmo muito jovem, com 34 anos de idade, vivencia, este ano, sua sexta disputa eleitoral

Na primeira delas, Rodrigo tinha 18 anos e recebeu 990 votos para vereador. Em 2008, porém, recebeu quase mil vezes mais o número da primeira votação, quando eleito prefeito em sua primeira disputa pelo Palácio das Cerejeiras, onde reverteu o resultado do pleito no segundo turno, contra o então favorito Caio Coube (PSDB).

Antes disso, Agostinho já havia cumprido dois mandatos como vereador. Em 2000, foi eleito com 1.895 votos e, em 2004, com 5.717, quebrando o recorde da época.

A vivência de Rodrigo nos ‘corredores do poder’ já havia começado antes mesmo de sua primeira disputa de eleição, pois foi estagiário da Prefeitura entre 1993 e 1996. Ele foi também secretário municipal do Meio Ambiente, em 2007.

Além da atuação política e da militância ambiental, Rodrigo Agostinho tem em seu currículo experiências profissionais na adolescência, quando trabalhou como office boy e auxiliar na metalúrgica Máquinas Indústrias Polikorte e como vendedor da loja chamada Bazaar.

Hoje, tem renda de mais de R$ 11 mil, do subsídio de prefeito, e declara patrimônio de R$ 48.800,00, referente a dois automóveis.

O prefeito sempre estudou em instituições privadas de ensino. O fundamental foi no Prevê e no São José; cursou o ensino médio no Objetivo e iniciou o curso superior da PUC de São Paulo, mas o concluiu na Instituição Toledo de Ensino (ITE), em Bauru.

Quando o assunto é ambientalismo, Agostinho apresenta extenso currículo, embora admita que sua maior frustração como prefeito foi não ter viabilizado o tratamento de esgoto no município.  Em 1994, ele fundou o Instituto Vidágua, do qual chegou a ser presidente.

Com 21 anos, participou do grupo que discutia florestas tropicais, mantido pelos sete países mais ricos. Também representou o Brasil em discussões sobre o desenvolvimento sustentável e o futuro da água, na África do Sul e no México.

Aos 26, na Inglaterra, recebeu, da princesa Anne Margareth, o título de Líder Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, concedido pela Fundação Rockfeller, e é membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente  há 10 anos.

 

Família

Natural de Cafelândia, Rodrigo Agostinho veio morar em Bauru assim que nasceu. É filho da advogada Valéria Dalva de Agostinho e do corretor Ronaldo de Souza Mendonça. Por parte de pai, tem três irmãos: Ronaldo, Natascha e Liessa. O prefeito é solteiro, não tem filhos e namora a fonoaudióloga Daniela Módolo. O candidato mora em uma casa, no Altos da Cidade, com mãe, a avó e uma tia.


Clodoaldo Gazzetta

Aos 43 anos, Clodoaldo Gazzetta (PV) disputa a Prefeitura de Bauru pela quarta vez. Apesar de experiente em processos eleitorais, nunca venceu um pleito, mas, atualmente, é o primeiro suplente de deputado na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo PV. Na disputa de 2010, conquistou importante patrimônio eleitoral, com mais de 30 mil votos.

A militância político-partidária teve início em 1991, quando fundou o PV em Bauru. E depois de perder a primeira eleição para a prefeitura, assumiu a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), entre 1993 e 1996. Durante essa gestão, recebeu dois prêmios internacionais.

Apesar de graduado em Biologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Gazzetta deu aulas apenas entre 1990 e 1992, na escola estadual Irmã Arminda Abrissia. Depois disso, ocupou cargos públicos ou esteve engajado em projetos de entidades ambientais.

O único patrimônio declarado pelo verde é de R$ 495,00, referente ao capital social de sua empresa de consultoria, GZ Ambiental, que entre 2004 e 2011, prestou serviços a entidades nas quais Gazzetta atuava.

Até o início do processo eleitoral deste ano, Clodoaldo tinha renda mensal de R$ 8,2 mil, pois atuava como assessor técnico parlamentar da liderança do PV na Assembleia Legislativa.

Entre 1997 e 2011, Clodoaldo Gazzetta coordenou o programa Mata Atlântica, do Instituto Socioambiental. Posteriormente, desenvolveu projetos junto à Fundação SOS Mata Atlântica, até o ano de 2005. Esses trabalhos renderam ainda documentários audiovisuais, nos quais o candidato atuou como autor e coordenador.

Gazzetta coordenou  o programa Mata Atlântica do Instituto Vidágua, de 2006 a 2010. A entidade foi fundada por ele – junto com seu atual adversário, Rodrigo Agostinho.

Com patrocínio da Petrobrás, o verde coordenou, no Estado de São Paulo, programa que visava à conservação de ambientes costeiros e marinhos do Brasil, entre 2007 e 2009. Gazzetta já foi também membro titular do Conselho Estadual do Meio Ambiente.

O candidato do PV também é autor de quatro livros de ciências naturais, um deles, inclusive, sobre a bacia hidrográfica do rio Tietê/Batalha.


Família

Casado com Lázara Maria Gomes Gazzetta, Clodoaldo tem uma filha de 14 anos, Ana Luiza Lambertini Gomes Gazzetta. Natural de Campinas, o candidato morou também em Nova Odessa, onde seu avô foi prefeito por quinze anos não consecutivos, e em Amparo, antes de chegar a Bauru, aos oito anos de idade, em 1976.

Filho do bancário Clodoaldo Gazzetta e da professora Dóris Lambertini, é irmão de Debora Paula Gazzetta. Na cidade, estou, até o ensino médio, na mesma instituição de ensino, que se chamava Cursos Brasil e, depois, foi adquirida pelo Prevê/Objetivo.


Chiara Ranieri

Candidata à Prefeitura pela primeira vez, aos 37 anos, Chiara Ranieri (DEM) tem no gene o envolvimento com a política. Seu pai, Dudu Ranieri já foi vice-prefeito e chegou a assumir o Palácio das Cerejeiras por determinado tempo. Em 2008, foi eleita à Câmara Municipal com 2.610 votos e atualmente responde pela liderança do partido no Legislativo.

Oito anos antes, recebera 1.065 votos, concorrendo ao mesmo cargo, ainda pelo extinto PFL. Entre uma disputa e outra, foi candidata a vice-prefeita pela chapa encabeçada por Paulo Valle, em 2004.

Também vem de sangue a relação com as instituições educacionais, de propriedade de sua família, das quais é sócia e nas quais sempre trabalhou desde 1996, entre elas, a Associação Ranieri de Educação e Cultura, mantenedora das Faculdades Integradas de Bauru (FIB) e o colégio Liceu Noroeste.

Chiara também é sócia da empresa Ranieri Gestora de Ativos. A participação nas empresas faz com que a candidata acumule patrimônio de, aproximadamente, R$ 1,1 milhão. A demista diz ainda que sua renda mensal é de R$ 8,5 mil, incluindo subsídio de vereadora.

As atividades profissionais de Chiara Ranieri nas instituições de ensino começaram na área docente, m as hoje se concentram na área de gestão. Desde 1998, ela é diretora de ensino da FIB.

De 1996 a 2001, a demista foi professora de Informática no Liceu Noroeste e na Domus Educandi, até 2004. Chiara chegou também a lecionar na mesma área na FIB, entre 1998 e 2000.

Para isso, formou-se bacharel em Analista de Sistemas, em 1995, na Universidade do Sagrado Coração (USC). Chiara se especializou, porém, em Administração. Posteriormente, fez outros cursos de aperfeiçoamento em gestão universitária, comunicação, educação e informática. Entre eles, o Empretec, ministrado pelo Sebrae, em parceria com Organização das Nações Unidas (ONU).

Entre 2003 e 2005, Chiara foi diretora estudantil da Associação dos Profissionais de Publicidade e Propaganda, e, em 2004, coordenou o curso intensivo de Gestão Pública e Política da FIB.

 

Família

Casada com Clemilton Basseto, Chiara Ranieri é mãe de Alice, de apenas três anos. Depois de eleita, em 2008, a demista, inclusive, não assumiu o cargo de vereadora em janeiro do ano seguinte, pois estava em licença maternidade.

Natural de Bauru, Chiara é filha de José Augusto Vieira Dudu Ranieri e Marli Perthines Ranieri. Ela tem ainda três irmãos: Giovanna Ranieri Cassab, Bruna Ranieri e José Ranieri Neto.


Paulo Sérgio Martins

Candidato a vice-prefeito em 2008, na chapa encabeçada por Márcia Camargo (PSOL), Paulo Sérgio Martins (PSTU) tenta agora, aos 54 anos, assumir o Palácio das Cerejeiras, com a campanha mais modesta e o menor tempo de propaganda política na televisão. Ele ajudou a fundar o seu atual partido em 1994, após a expulsão de diversos militantes do PT (Convergência Socialista), sigla na qual militava desde 1988.

Paulinho, como é conhecido, trabalha no banco Itaú há 32 anos, mas foi em 1985 que teve início sua militância sindical. Até o período eleitoral, era diretor do sindicato da categoria em Bauru, desenvolvendo atividades de formação política e cultural, além de controlar as finanças da entidade.

Único candidato a defender ‘ideais de esquerda’, o sindicalista participou da criação da Central Sindical e Popular (CSP/Conlutas) e se engajou na luta dos trabalhadores rurais sem-terra.

A renda mensal do candidato é de R$ 3 mil e seu patrimônio declarado, de R$ 20,5 mil, referente a dois automóveis, mas mora em um imóvel próprio, que está no nome de sua esposa.

Nascido em São Paulo, no bairro do Limão, Paulinho iniciou seus estudos na capital do Estado, na escola estadual Frontino Guimarães. Em Bauru, onde mora há 42 anos, matriculou-se na estadual Silvério São João e no Grupo de Estudos José Ranieri. Também estudou Eletrônica por dois anos e retornou a São Paulo para trabalhar, por um ano, na Indústria Paneletrônica Brasileira Ltda.


Família

Casado há 19 anos com Eliana Aparecida de Oliveira Martins, Paulinho tem dois filhos: Paulo Sérgio Martins Filho, 19 anos, e Gabriel Felipe de Oliveira, 13.

Filho do falecido Antônio Carlos Martins com Lourdes Ferreira Martins, 80 anos, o candidato tem três irmãos: Antônio Carlos Martins, Maria Célia Martins e Vela Lúcia Martins.