08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Marcha x Parada x Carnaval


| Tempo de leitura: 2 min

O IBGE, na semana passada, confirma: 86,8% dos brasileiros são cristãos. Desses, 22,2% são evangélicos e 64,6% se declaram católicos. Em Bauru, o numero de cristãos e de evangélicos é respectivamente de 83,13% e 31,31%. No entanto, o numero de gays e simpatizantes é consideravelmente menor que este, e o de carnavalescos, também.

No entanto, a prefeitura usa recursos públicos no Carnaval e na Parada Gay (também chamada de diversidade para conquistar adeptos que se incomodariam com o nome gay). Enquanto isso, a Marcha para Jesus promovida pelo Conselho de Pastores da cidade, não conta com um centavo público e nenhum apoio em coisas como som ou transporte, nem ainda conta com boa vontade por parte da Emdurb, da Prefeitura e até da PM.

Durante a edição de 2009 da Marcha para Jesus, inclusive, o policiamento queria que a subida pela avenida Nações Unidas fosse realizada em meia via, ou seja, ao lado dos carros que passavam, expondo os participantes e veículos a sérios riscos, o que só não ocorreu totalmente devido a intervenção dos líderes do movimento. No entanto, no Carnaval e na Parada Gay toda a região é isolada até por vários dias.

Ocorre que a Marcha, dentre os eventos citados, é o único que ocorre espontaneamente sem ser chapa branca, ou seja, nunca dependeu dos cofres públicos, enquanto os demais, sem recursos públicos e verbas da cultura não seriam realizados.

A Marcha para Jesus não depende de sambódromo (como o Carnaval) e nem de ser evento oficial com verba do erário (como a Parada Gay - ou diversidade, como queiram). Embora se inclua como evento cultural e de turismo, não se tem conhecimento de nenhum movimento de turistas significativo na história da cidade atraído por estes eventos.

É importante que o prefeito e seus secretários e ainda a Emdurb e a PM vejam a Marcha como sendo uma expressão da vontade de um grupo significativo da sociedade que não deseja as benesses do tesouro municipal, mas sim expressar a sua fé em Jesus, como 87% da população brasileira.

Neste ano, eles (políticos) vão de novo bater na porta das igrejas pedindo votos e fazendo juras e promessas que só durarão até sua eleição. É importante que a população cristã e evangélica saiba comparar as atitudes e avaliar a quais interesse estas pessoas servem.

Márcio M. Carvalho