09 de julho de 2026
Geral

Morre o bebê prematuro de jovem que contraiu gripe A

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

De forma indireta, a gripe A (H1N1) - ou gripe suína - fez sua segunda vítima fatal em Bauru. Morreu o bebê que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Maternidade Santa Isabel. A criança estava com apenas 25 semanas quando a equipe médica decidiu que seria melhor retirá-la da barriga da mãe, uma jovem de 28 anos, infectada com a nova gripe.

De acordo com informações da assessoria de comunicação do Hospital Estadual, a jovem foi internada na instituição no último dia 2. Por conta do seu estado, a cesariana foi realizada dez dias depois da internação. Devido à prematuridade (seis meses de formação), a criança, uma menina, foi colocada na UTI neonatal da Maternidade Santa Isabel.

Ao meio-dia de anteontem, porém, o bebê não resistiu e morreu. Os nomes da vítima e dos familiares não foram divulgados. Ainda de acordo com a assessoria do HE, o estado da mãe da criança é bastante preocupante.

A jovem está internada na UTI do hospital e respira com a ajuda de aparelhos. Seu quadro é considerado grave. O bebê que morreu não seria o primeiro filho dela.

O óbito ocorre três dias depois de a Secretaria Municipal de Saúde confirmar a primeira morte causada pela H1N1 em Bauru em 2012. Quem abriu essa triste estatística foi o taxista José Rafael Sedoni Olegário, 51 anos.

Além dele e da mãe do bebê morto anteontem, outro caso também foi confirmado. Trata-se de uma mulher, de 45 anos, que foi atendida em um hospital da rede privada e já recebeu alta.

Apesar dos casos, o titular da secretaria de Saúde, Fernando Monti, afirmou, na ocasião, não haver motivos para pânico. Sem cogitar uma epidemia, ele somente alertou para que as pessoas compreendidas nos grupos de risco e que ainda não se vacinaram contra a gripe procurem uma unidade básica de saúde para se protegerem.

Vale lembrar que, de maneira gratuita, só serão imunizados as crianças de seis meses a 2 anos incompletos, gestantes, adultos acima de 60 anos e seus cuidadores, pessoas obesas, doentes crônicos e profissionais da saúde.

Conforme o JC divulgou, após a divulgação do primeiro óbito, aumentou a procura pelos postos de vacinação.

 

Fora dos números

Mesmo ligada à H1N1, a morte do bebê ocorrida anteontem não deve figurar nas estatísticas oficiais de óbitos causados pela doença em Bauru. A explicação é a de que a gripe A foi indiretamente a responsável pelo ocorrido.

Em 2009, o ano da epidemia em nível mundial de H1N1, foram confirmados 187 casos da doença em Bauru, com oito óbitos. Em 2010, não houve registros de casos  e, em 2011, houve a confirmação de um infectado, que, inclusive, não resistiu.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, neste ano o Brasil registrou 790 casos e 85 mortes por gripe A. No Estado de São Paulo, seriam 12 vítimas fatais. 


Precaução

Além da vacinação, algumas medidas podem ser tomadas para se prevenir da H1N1. Entre elas, Secretaria Municipal de Saúde aponta lavar as mãos várias vezes ao dia; não tossir ou espirrar sem utilizar a proteção de lenços descartáveis e evitar permanecer em locais fechados com aglomeração de pessoas. 

Em caso de manifestação dos principais sintomas - febre, em geral alta, dor de garganta, tosse, coriza e, especialmente falta de ar -, deve ser procurado atendimento médico para diagnóstico e instituição de tratamento específico, uma vez que o antiviral disponível dever ser administrado rapidamente. Esse tratamento está disponível em toda rede municipal de Saúde.