09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Aos pioneiros de Bauru


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Esgueirando-se entre capins e transpondo sebes imagináveis, tocaram o solo com as mãos, com a intimidade de um filho que toca o corpo da própria mãe, sentiram-se abraçados como se fossem o filho pródigo, não cobraram nada deste solo. Bastou tocá-lo para se sentirem felizes. Fizeram dessas terras um refúgio onde buscaram apascentar suas almas de bandeirantes.

Os campos de Bauru serviram de abrigo para seus fundadores que nos legaram essa aconchegante cidade que nos abriga e nos envaidece. Essa cidade já foi meu brinquedo de criança e será meu enlevo quando a inexorável cronologia me fizer ancião, terei como testemunhas de meus dias o ininterrupto correr das águas do rio onde já banhei meu corpo extenuado em uma tarde quente de verão, e esse mesmo rio hoje leva minhas lágrimas que às vezes choro ao vê-lo como está.

A cada manhã que desperto com sua trepidante vida de uma quase metrópole, me ponho de pé e como um espartano flamejante empunho o mastro do lábaro da vida até que este seu filho seja devolvido às suas entranhas.

Lázaro Carneiro