Por volta das 16h30 de ontem, pelo horário inglês (que está quatro horas à frente do horário de Brasília), os jogadores da Seleção Brasileira masculina de futebol desembarcaram no Aeroporto Heathrow, o maior da Europa, direto para o luxuoso hotel da bucólica Saint Albans, a 40 quilômetros de Londres, onde o time vai se preparar para os Jogos Olímpicos. Só um atleta não fez esse caminho: o meia Oscar. Do aeroporto ele foi direto para a sede do Chelsea, na capital da Inglaterra, onde fez exames médicos e assinou o contrato mais importante de sua curta carreira.
Algumas horas depois de chegar à sede dos atuais campeões europeus, Oscar já estava junto com seus companheiros de Seleção na concentração em Saint Albans, onde a equipe do técnico Mano Menezes fará hoje o seu primeiro treinamento no CT do Arsenal.
Desembarque - A chegada da delegação a Londres não foi discreta e nem silenciosa, por causa especificamente de um jogador: Neymar. O assédio ao craque do Santos começou no Brasil, durante o embarque da equipe, e continuou no Aeroporto Heathrow, onde ninguém, nem mesmo os que nada sabem de futebol, ficou indiferente à passagem do atacante.
Os pedidos para fotos com Neymar foram incontáveis, inclusive de outros atletas brasileiros que disputarão os Jogos Olímpicos (a delegação de judô, por exemplo, viajou no mesmo voo da Seleção de futebol e quase todos os seus integrantes tiraram fotos com o craque). Os gritos e os olhares de admiração também foram muitos, deixando os seguranças do aeroporto atônitos. Nenhum deles sabia quem era aquele rapaz magrelo de penteado exótico, mas todos eles tiveram a certeza de que se tratava de alguém muito popular no Brasil.