10 de julho de 2026
Internacional

Bulgária: autoridades dizem que homem-bomba praticou atentado


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Sófia - Autoridades búlgaras afirmaram, ontem que o atentado que deixou sete mortos no país foi um ataque terrorista, obra de um homem-bomba.

Entre as vítimas da explosão de um ônibus no aeroporto de Burgas, anteontem, havia cinco turistas israelenses.

Israel afirma que o golpe terrorista foi obra de militantes do Hizbollah, organização com apoio iraniano.

O Irã, no entanto, nega ter tido qualquer participação no atentado de ontem.

Imagens captadas pelas câmeras de segurança mostram que o provável terrorista estava circundando um grupo de ônibus que, em breve, levariam turistas israelenses para um resort próximo.

Segundo Tsvetan Tsvetanov, ministro do Interior da Bulgária, o suspeito do ataque tinha uma licença para dirigir falsa emitida no Estado de Michigan, nos EUA.

“Ele se parecia com qualquer um. Uma pessoa normal de bermuda e uma mochila”, disse Tsvetanov a repórteres.

Segundo o governo búlgaro, o terrorista tinha 36 anos e estava no país entre quatro e sete dias antes do ataque.

Unidade especial da polícia coletou amostras de DNA dos dedos do homem-bomba e procura identificá-lo por meio de bancos de dados.

Pedaços de corpos estavam espalhados pelo chão, entre destroços de metal do ônibus e fumaça negra. “Foi como um filme de terror”, afirmou um funcionário do aeroporto às agências de notícias.

 

Hizbollah

O aeroporto de Burgas, uma cidade de cerca de 200 mil habitantes, esteve fechado ontem. Havia inspeção em outros aeroportos do país.

Ehud Barak, ministro da Defesa de Israel, responsabilizou pelo ato o Hizbollah, “que claramente tem constante patrocínio iraniano”.

Apesar de Israel sinalizar que não apressará um conflito aberto com o Irã ou com esse grupo extremista, Binyamin Netanyahu, premiê israelense, prometeu que irá “reagir poderosamente”.

A embaixada iraniana em Sófia afirma, no entanto, que as acusações israelenses são todas “sem fundamento”.

Redes de televisão da Bulgária divulgaram ontem imagens do suspeito. Um jornal afirmou se tratar de Mehdi Muhammad Ghezali, sueco de origem argelina que esteve preso em Guantánamo. As autoridades da Suécia, no entanto, negam a informação.