10 de julho de 2026
Nacional

Maconha no carro de empresário foi plantada, diz mãe

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A mãe do empresário Ricardo Prudente de Aquino, 39, afirmou na manhã de hoje durante o enterro do filho que as 50 gramas de maconha que PMs disseram ter encontrado em seu carro foram “plantadas”.

O empresário foi morto na noite de ontem após supostamente fugir de uma abordagem policial na zona oeste de São Paulo. Ele foi perseguido pela PM e morto com dois tiros do lado esquerdo da cabeça.

“Você sabe que é plantada. Um cara que é mergulhador, que faz tudo que ele faz, não tem nada disso”, disse Carmen Aquino ao “SPTV”, da TV Globo, ao ser questionada sobre a droga. A Polícia Civil ainda investiga o caso.

Os três PMs envolvidos na ação foram presos e encaminhados para o 14.º DP (Pinheiros), onde caso foi registrado. Após serem ouvidos eles foram transferidos para o Presídio Romão Gomes (na zona norte).

A assessoria do governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que o Estado vai indenizar a família do empresário.

Ontem, após um tenente da PM pedir desculpas à família do empresário em sua casa, o comandante-geral interino da corporação, coronel Hudson Camilli, disse que a ação foi tecnicamente correta.

 

Para secretário, pedido de desculpas é ‘coisa vazia’

São Paulo - O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, disse hoje que o pedido de desculpas da Polícia Militar à família do empresário Ricardo Prudente de Aquino, 39 anos, foi um erro.

“É um erro fazer esse tipo de coisa, parece uma coisa vazia, até ofende a família”, afirmou em entrevista coletiva ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ele disse ainda que, se fosse consultado, teria sido contra as desculpas.

O empresário foi morto na noite de anteontem após supostamente fugir de uma abordagem policial na zona oeste de São Paulo. Ele foi perseguido pela PM e morto com dois tiros do lado esquerdo da cabeça. Após o caso, um tenente da PM foi até a casa do empresário e pediu desculpas à sua família.

Sobre a ação dos policiais, o secretário afirmou que a perseguição foi correta, na tentativa de explicar a afirmação do comandante-geral interino da PM, coronel Hudson Camilli, que disse ontem que a ação foi “tecnicamente correta”.

Para Ferreira Pinto, o erro foi os policiais terem disparado contra a vítima após a perseguição.

O secretário disse ainda que haverá punição ao comandante do Batalhão dos PMs, pois, pelas regras da corporação, uma patrulha da Força Tática deveria ter ao menos três integrantes - na ocasião havia dois.

Alckmin falou rapidamente sobre o caso e em seguida deixou a entrevista. Disse apenas que sua gestão não tolera a violência policial e que os casos serão rigorosamente investigados.