11 de julho de 2026
Esportes

Pressionado, São Paulo vai enfrentar Figueirense hoje, às 16h, no Sul

Fernando Faro
| Tempo de leitura: 3 min

Foram duas partidas, um ponto conquistado, uma péssima impressão deixada e muitas críticas da torcida. A melancólica exibição na derrota para o Vasco em casa na última quarta-feira faz o São Paulo precisar de uma reação imediata para mostrar à torcida que o time tem condições de se manter entre os primeiros colocados e brigar pelo menos por uma vaga na Copa Libertadores. Por isso, vencer o Figueirense hoje, às 16h, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, deixou de ser apenas um passo importante e, ao menos na visão da torcida, passa a ser obrigação para dar paz a jogadores e técnico pelos próximos dias.


Deixar o Morumbi para atuar fora de casa após um tropeço pode ser a melhor coisa para o elenco no momento. A equipe deixou o estádio no meio da semana sob fortes vaias e xingamentos e voltou a sentir a pressão pela ausência de títulos nos últimos anos. Principal nome da equipe, Luis Fabiano mais uma vez entrou em rota de colisão com as organizadas e voltou a falar em “repensar o futuro”.


Ontem pela manhã Fabuloso realizou exame médico que revelou uma contratura na coxa esquerda, o que vetou o centroavante da importante partida.


O centroavante já havia ficado de fora do treino de sexta-feira, após reclamar de dores durante a derrota por 1 a 0 contra o Vasco, na última quarta-feira. O próprio treinador havia deixado no ar a possibilidade de Luis Fabiano ficar de fora do confronto. Assim, a dupla de ataque tricolor contra o Figueira deve ser formada por Willian José e Ademilson.


Mais do que a mudança de sistema tático, Ney Franco cobra uma nova atitude de seus jogadores e exige uma equipe mais aguerrida em campo, após dois jogos abaixo da crítica. Ele endureceu o discurso na última semana e disse que o time precisa ter mais alma e entrega para conseguir sair do momento ruim; na sua avaliação, os jogadores estão acomodados e sem fibra. “Não vejo muitos problemas a serem resolvidos. Precisamos de mais comprometimento para sermos uma equipe mais aguerrida e de mais alma dentro de campo”, cobrou.



Trio de defesa


O técnico esperava que a sequência de jogos fosse moldar rapidamente a equipe à sua maneira, mas as apresentações ruins o fizeram alterar o esquema tático e retornar à formação com três zagueiros utilizada pelo então interino Milton Cruz nos dois jogos em que esteve à frente do time, justamente quando o time tricolor exibiu o futebol mais consistente. Dessa forma, a equipe terá alterações em todos os setores.


Como Cortez e Douglas são frágeis na marcação e existem poucos jogadores com características de combate no meio, a solução momentânea será povoar a defesa e dar mais liberdade para os laterais atacarem e sofrerem menos na cobertura. “Tanto com três zagueiros ou dois, se conversarmos e orientarmos a equipe, não sobrará espaço. Essa opção é do Ney Franco e estamos preparados”, afirmou Rafael Toloi. João Filipe, já utilizado no tropeço diante do Vasco, ganhou a disputa com Paulo Miranda e Edson Silva e completa o setor.


No meio, Maicon ganhou a posição do jovem João Schmidt e terá ao seu lado Denilson, que volta após cumprir suspensão no meio de semana.  Certo mesmo é que independente de quem estiver em campo, Ney Franco quer ver uma equipe com mais fome de vitórias e firme e aplicada na marcação. Se conseguir alcançar o objetivo, deve enfim ter um pouco de tranquilidade para trabalhar. Caso contrário, é melhor que todos estejam preparados porque a temperatura subirá rapidamente nos lados do Morumbi.