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Douglas Reis |
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Por conta do aumento de número de veículos, Bauru sofre revisões no trânsito |
Conduzir um automóvel nas ruas de Bauru está se tornando uma tarefa cada vez mais árdua. É fácil notar as mudanças no trânsito quando, por exemplo, passamos pelas principais avenidas em horários distintos. O congestionamento parece nunca cessar e, por isso, todos os dias a equipe de engenharia de trânsito da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) designa funcionários a estudar essa “metamorfose” que é o tráfego de veículos na cidade. (Leia mais nas páginas seguintes)
Até o fim de maio do ano passado, segundo informações do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Bauru possuía uma frota de 209.160 veículos sendo 132.869 carros e 38.511 motocicletas. No restante do número estão computados caminhões, ônibus e outros utilitários.
No mesmo período deste ano a frota de veículos de Bauru aumentou 6,37% ficando com 223.408 veículos sendo 140.790 carros e 41.338 motos. O que aumenta a quantidade de veículos na cidade não é só a melhora do poder aquisitivo da população, mas também a queda do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros, por exemplo, e a facilidade do crédito para financiamento.
No último dia 21 de maio, o governo federal anunciou a queda do IPI para automóveis zero quilômetro. Em uma pesquisa realizada pela equipe de reportagem na época da mudança, concessionárias de Bauru relataram que as vendas de carros novos chegou a duplicar.
A redução do IPI beneficiou diretamente quem compra e quem vende automóveis, apesar de algumas concessionárias ainda lamentarem perdas, já que o estoque foi comprado por um valor maior e terá que ser vendido mais barato. Nessas revendedoras, os automóveis zero quilômetro podem estar até R$ 5 mil mais baratos e os seminovos com preços até R$ 1 mil mais baixos.
Polos geradores de tráfego
Além do aumento da frota de veículos, outro fator desencadeante dos problemas no trânsito são os chamados “polos geradores de tráfego”. Mas o que seriam esses polos? O diretor de sistemas viários e transportes Ewerton Mussi Hunzicker explica que são os novos empreendimentos, residenciais, entre outros novos projetos que surgem nas cidades.
Exemplo disso são os novos residenciais do Programa Minha Casa, Minha Vida, o novo shopping, novos supermercados. Essas grandes construções não mudam só as vias, mudam também todo o fluxo de veículos naquela região. Se ali não existiam problemas de trânsito passam a existir, porque muitas pessoas irão morar lá, receberão visitas e utilizarão serviços de entrega, por exemplo.
Duplicação e rotatória
São os tais “polos geradores de tráfego” que exigem a contrapartida das empresas quando estas realizam grandes obras na cidade. É, por exemplo, o que está sendo feito pelo Shopping Nações. A rua General Marcondes Salgado, que atravessa o Centro de Bauru até a Vila Antártica, local onde está sendo construído o empreendimento, será toda remodelada. As obras de duplicação da via já começaram e no cruzamento com a avenida Nações Unidas uma provável rotatória receberá semáforos. Tudo isso com um único objetivo: fazer o trânsito fluir e assim evitar acidentes. O mesmo deve acontecer na avenida Nações Unidas em frente à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Como anexo ao grande espaço de armazenagem foi construída uma unidade do Atacadão, bandeira do grupo Carrefour, a rotatória ali existente, que já recebe grande fluxo de veículos, deverá ser ampliada.