Pequim - As recentes inundações já deixaram pelo menos 37 mortos na capital chinesa desde o final de semana. Ainda assim, o responsável pela propaganda chinesa exigiu que os meios de comunicação se limitem a boas notícias sobre as fortes chuvas.
Lu Wei intimou a imprensa a reportar apenas “os fatos que mereçam elogios e lágrimas”, tais como atos heroicos dos serviços de resgate ou de alguns habitantes, conforme o diário Jinghua Shibao.
E ontem ativistas acusaram atos de censura em comentários mais críticos sobre as inundações.
Alguns chineses acreditam que as mortes teriam sido evitadas se o governo houvesse organizado alertas para a população.
O diário China Daily, publicado em inglês e direcionado para o público externo, admitiu em um editorial que o sistema de alertas (para desastres naturais) “deixa muito a desejar”.
O governo chinês declarou que, apesar das críticas da Internet e acusações de censura, iria continuar a fornecer informações confiáveis sobre as inundações.
A porta-voz governamental Wang Hui relatou a jornalistas que as áreas mais atingidas ainda estavam sendo inspecionadas e que novos balanços de vítimas seriam revisados o mais rápido possível.