São Paulo - Com uma média de 14 mortes por dia, junho foi o período mais violento no Estado de São Paulo nos últimos 18 meses, quando a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) passou a divulgar dados mensais sobre a criminalidade.
A violência no mês passado fez com que o índice de homicídios nos seis primeiros meses deste ano ficasse 8% acima do primeiro semestre de 2011. Na Capital, o aumento foi de 21% no período.
Outros índices da criminalidade, como roubos, também subiram. Estupro, por exemplo, teve mais 966 casos neste primeiro semestre, o que aponta aumento de 18%.
Nos 30 dias de junho, 434 pessoas foram vítimas de homicídios dolosos (intencionais) no Estado. No mesmo mês de 2011, foram 324, uma média diária de dez mortos.
A expectativa de que junho é um dos meses mais violentos dos últimos tempos já havia sido antecipada na edição de domingo pela Folha.
Ontem, os dados oficiais confirmaram o aumento de assassinatos: na Capital, foram 122 casos de homicídios, com 134 mortos (já que há ocorrências com mais de uma vítima, como em chacinas). O aumento foi de 47%.
Escalada da violência
Na última segunda-feira, ao falar sobre a morte do italiano Tomasso Lotto, durante uma tentativa de roubo, o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, disse que ela fazia parte de “uma escalada da violência”.
Anteontem, em entrevista, o governador Geraldo Alckmin disse não ter dúvida de os indicadores da criminalidade irão cair.
A alta das mortes na Capital no mês passado coincidiu com o período no qual oito PMs de folga foram mortos em crimes com características de encomendados e suspeita de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). No mesmo período, cinco bases da PM foram atacadas e 15 ônibus, incendiados.
O aumento dos homicídios em junho também foi constatado nas 38 cidades que, ao lado da Capital, formam a região metropolitana: 75 casos em 2011 ante 95 no mês passado (26,5% a mais).