08 de julho de 2026
Esportes

Olimpiadas: Começou o show


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Quando a música do filme épico “Carruagens de Fogo” soou no Estádio Olímpico de Londres, foi a imagem de Mr. Bean que apareceu na tela. Ele tocava a música em um teclado. Com cara de enfado.


Londres usou da autoironia e de ícones pop na festa de abertura dos 30ºs Jogos Olímpicos, ontem, para mostrar uma sociedade britânica em transição e contradição.


O cenário pastoril inicial que ocupava o centro do Estádio Olímpico foi destruído por trabalhadores da Revolução Industrial. A transição foi feita com um texto de Shakespeare: “A Tempestade”.


Foi então a vez da entrada da rainha Elizabeth 2ª. Ela chegou com a simulação de um salto de paraquedas juntamente com James Bond. Sua aparição foi um dos momentos mais aplaudidos da noite - perdeu para a entrada da delegação britânica.


O contraponto foram os símbolos da mudança da sociedade britânica nos nos 60.


Estavam lá figurantes com roupas dos Beatles no disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”.


A partir daí, a cultura britânica assumiu o palco. Desfilaram nele Harry Potter, Peter Pan e, principalmente, a música local.


Um teatro simulava a vida moderna do adolescente britânico moderno, incluindo discotecas. Foi a deixa para se fazer uma reconstituição da música do país a partir da década de 60, de Rolling Stones a Amy Winehouse.


Um cenário de luzes se estendia do campo para os espectadores - esses estiveram iluminados a maior parte do tempo. Bolas de fogo estouravam perto das arquibancadas a ponto de esquentar os rostos dos espectadores.


Um show que, no entanto, não se equiparava ao espetáculo grandioso exibido na abertura de Pequim-2008.


Explica-se: os chineses queriam se exibir como uma potência consolidada.


A Grã-Bretanha usou seus 10 mil voluntários para mostrar suas várias faces e discutir seu papel no mundo diante do estimado público de 1 bilhão de pessoas que viram a abertura oficial dos Jogos.


“Há muita história no nosso país. Estamos apresentado como a nossa história afetou o mundo para o bem e para o mal”, contou o diretor do show, Danny Boyle. “Nós temos que aprender o nosso novo lugar no mundo”.


Marina Silva


A brasileira Marina Silva foi uma das escolhidas para levar a bandeira olímpica numa cerimônia que, de forma sutil, foi carregada de mensagens políticas.


A líder do Partido Verde foi selecionada por sua luta contra a destruição da floresta brasileira, “enfrentando oposição política e o assassinato de seu colega Chico Mendes”.


Ao lado dela estavam ícones como Daniel Barenboim, músico de orquestra que une árabes e israelenses, e Leymah Gbowee, Nobel da Paz. O ex-boxeador Muhammad Ali também participou da cerimônia.