A equipe feminina de basquete do Brasil tenta hoje, às 16h (de Brasília), contra a França, mostrar que o corte de sua principal jogadora não vai afetar o desempenho do renovado grupo no Jogos de Londres. Sem Iziane, cortada por indisciplina, as 11 brasileiras no Reino Unido tentarão surpreender nas Olimpíadas.
A equipe do técnico Luís Cláudio Tarallo tinha em Iziane a sua jogadora mais experiente, mas ela acabou excluída do grupo às vésperas dos Jogos por ter levado o namorado ao hotel onde a Seleção se concentrava na França, durante a preparação para a disputa olímpica.
O grupo brasileiro é bastante jovem e inexperiente. Das 11 atletas, seis participarão pela primeira vez de uma Olimpíada. Segundo a ex-jogadora Hortência, atual diretora de seleções da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), a renovação tem como meta formar um grupo forte para os Jogos do Rio, em 2016.
“As pessoas falam em término de um ciclo. Eu falo o contrário: estamos começando um novo ciclo. Fizemos uma antecipação deste processo. Trouxemos o Tarallo para que ele pudesse ter uma experiência olímpica antes de chegar a 2016. Então, estamos antecipando um ano deste ciclo, que começaria depois dos Jogos de Londres”, disse a medalhista de prata em Atlanta-1996 e campeã mundial em 1994 ao site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Na preparação para a Olimpíada, o Brasil foi derrotado pela França em um torneio amistoso, há uma semana, por 67 a 57. Por isso, durante os treinos em solo inglês, no Crystal Palace, Tarallo procurou aprimorar o sistema defensivo da equipe.
Quatro seleções de cada chave avançam às quartas de final.
Uma das atletas mais experientes do grupo, a pivô Érika, 30 anos, sabe que o duelo contra a França é importante para fortalecer o moral da equipe em caso de vitória. “Posso garantir que estamos prontas para os Jogos”.