07 de julho de 2026
Saúde

Toque e Retoques


| Tempo de leitura: 4 min

Prezado leitor:

Estamos no fim das férias escolares e você pode até ter liberado fast food e guloseimas para o seu filho nessa temporada. Tudo bem deixar vez ou outra, mas não vale perder as rédeas da educação alimentar, ok? Esqueça aquela história antiga da vovó, de que criança bonita e forte tem que ser gordinha. A obesidade pode trazer junto problemas sérios, como diabetes e doenças cardiovasculares. E aí, o tratamento pede uma dieta mais rígida, difícil para as crianças. É por isso que prevenir é tão importante. Uma alimentação saudável desde cedo só rende bons frutos: seu filho fica mais disposto, aprende a comer o que é bom e esbanja saúde! Por isso, vamos às dicas.

Corto tudo o que é ruim e cheio de açúcar?

Não! Com crianças, fica complicado ser radical. Seu filho vai ver o amiguinho de deliciando com bolacha recheada e pode sentir vontade. Negar o torna ainda mais interessado nas guloseimas. O jeito mais fácil é abrir o jogo com ele honestamente e dizer que o salgadinho (ou os biscoitos, chocolates, etc.) não são legais pra saúde e precisam ser comidos com moderação.

Como agir: combine com seu filho alguns dias em que ele pode comer essas coisas. Também não dê o pacote inteiro. Coloque em um prato a quantidade que ele pode comer. Isso vale para as crianças menores, que ficam com você direto. Com os mais velhos, abra o jogo e já fale das doenças que podem vir com o excesso de guloseimas, ok?


A alimentação das crianças precisa ser diferente da nossa?

Não, é basicamente igual. Uma criança precisa de uma dieta variada. O ideal é que elas façam ? pelo menos ? cinco refeições por dia (café da manhã, almoço, jantar e dois lanches nos intervalos). Sempre com muita fruta e verdura. Se seu filho pedir fast food, atenda ao pedido sempre com moderação. Um lanche assim não faz mal, desde que seja esporádico e, em seguida, voltem às refeições saudáveis.


Use a criatividade
Para fazer seu filho comer tudo o que é saudável, é preciso que você também se alimente de forma correta. Se o pequeno perceber que você foge das saladas, irá fugir também. Dê o exemplo, afinal, é em casa que ele aprende.

Em segundo lugar, elabore refeições divertidas e criativas. Sabe aquela ideia de fazer carinhas ou bichinhos com a comida no prato? Esse é um superincentivo. Você também pode levar o filhote pra cozinha e deixá-lo ajudar na preparação de coisas mais simples, como amassar as batatas do purê, arrumar a tigela de salada... Tudo isso vai abrindo o apetite da criança.


Agora é a hora das dicas práticas para o dia a dia


1. Deixe de fora alimentos muito artificiais, como sucos de pozinho, pudins, molhos prontos e companhia. Esse tipo de alimento contamina o paladar da criança e o vicia. O melhor é que tudo seja o mais caseiro possível. Aí você mesma regula a quantidade de açúcar.

2. Ensine seu pequeno que as refeições são importantes e faça delas um ritual gostoso. Desligue a tevê e sentem todos à mesa, nada de pressa e de engolir a comida. Ele precisa aprender com você que mastigar devagar também é importante.


3. Esqueça o refrigerante durante as refeições. Eis aí uma bebida com zero valor nutricional. O melhor é que vocês só bebam (água ou suco de fruta) depois de 20 minutos. Se for impossível, opte por água mesmo durante a refeição.


4. A tevê hoje em dia já é parte da família, por isso, em filmes e programas que mostrem pessoas comendo muita porcaria, aponte os erros e fale o que pode acontecer com aquele personagem que toma um pote de sorvete de uma vez.


5. Pelo menos em três dias da semana, inclua nos pratos alimentos ricos em ômega 3 (salmão, atum e sardinha, semente de linhaça, nozes, amêndoas, castanhas, etc.). Isso é fundamental para o desenvolvimento do cérebro e para resistência imunológica das crianças.


6. A rotina alimentar de quem tem a partir de 10 anos pede mais vitamina C e ferro do que a nossa. O ideal é você colocar no cardápio frutas como laranja, limão, goiaba, caju e morango. Folhas verdes escuras também ajudam. Esqueça a vitamina C artificial, essa só entra em sua casa se receitada pelo médico.


10. O lanche da merenda não pode destoar da rotina de saúde, certo? Mande frutas (mação, pera e uva são boas opções), suco natural ou de soja e um lanche com pão integral. Se ele pedir biscoito recheado e companhia, mais uma vez vale sentar, conversar e combinar um dia da semana para liberar as guloseimas, sempre com moderação.


Toda essa rotina não é exagerada, não. A criança que não cresce comendo opções saudáveis dificilmente vai gostar delas quando crescer. Comer bem é uma questão de treino e educação. Isso precisa começar em casa. E lembre-se: sempre que tiver uma dúvida, agende uma consulta com seu nutricionista e um médico especialista.