08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Mortes no PS


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Neste exato momento em que a jovem Drielly perde a vida por uma patologia de pedra na vesícula, doença que qualquer profissional médico sabe de antemão que não mata ninguém pela simples natureza, mas sim pelas postergações típicas desse PSC de Bauru, que culminou com outras complicações no caso da jovem, pelas delongas em se conceder uma vaga em hospital adquado, ficando três dias em corredor do Pronto-Socorro. Cumpre com o condão de simples cidadão avaliarmos o seguinte: não conhecemos a jovem Driely e nem o sr. Antonio Toledo.

Porém, Driely, você poderia ser minha filha, temos um com 24 anos de idade, assim como o sr. Antonio poderia ser meu pai, que há muito rumou para o Oriente Eterno. Não somos candidatos a nada. Nem pertencemos a partido político algum, sindicatos ou qualquer órgão representativo de classes ou categorias. Mas como funcionário jurídico aposentado do Estado e advogado militante, não poderíamos nos calar diante da verdade dos fatos. Culpar o atual prefeito, ou seu secretário da pasta de saúde, seria por demais simplista, até porque não passam tais detentores do poder de carrascos e vítimas do próprio mecanismo arcaico, prepotente, autoritário e incompetente que vigora desde os tempos da ditadura.

Drielly, eu passeava de moto como faço todos finais de semana quando vi o séquito de seus familiares e amigos, ali próximo do PSC, se manifestando pela sua morte prematura. Dezenas de pessoas, quando acho que a indignação teria que ser de milhares. Havia humildes cartazes escritos à mão, quando tal injustiça deveria ser apregoado por todos alto-falantes do mundo.
Me desculpe, pois em meus 58 anos vividos não consigo me calar diante da injustiça, dos desmandos e da prepotência. Vi que uma pessoa arregimentava voluntários para uma audiência com o Ministério Público Federal, me prontifiquei a axiliá-los, talvez não deram muito crédito, pois estava de motocicleta e bermuda. Vi alguns se negarem, não sei o que faziam ali naquele momento. Talvez não acreditem na Justiça ou nem neles mesmos. Segue aqui meu inconformismo e revolta parafraseando Martin Luther King: "O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons".

Honrados parentes e amigos das pessoas últimas vitimadas por essa precária saúde municipal: pelo meu dever de cidadão e ser humano, estou à disposição de Vs. Senhorias para intentar ou participar como parte da Ação Coletiva Competente para aferição de responsabilidades e providências.

Marco Antonio Rodrigues - ex-procurador - delegado de polícia aposentado - advogado