08 de julho de 2026
Regional

Sessão da Câmara de Jaú tem bate-boca

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A sessão da Câmara de Jaú foi marcada por bate-boca entre vereadores e “manobra” para que a pauta fique trancada até que seja votada a polêmica revisão da Lei de Zoneamento, que tramita há vários meses na Casa. Com isso, a votação das contas de 2010 do prefeito Osvaldo Franceschi Junior (PV) teve que ser adiada. Na reunião também foi aprovado um pedido de informações sobre a licitação das obras de ampliação do Samu (leia mais na pág. 18)

Um requerimento apresentado por Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PV) pedindo ao presidente da Câmara, Carlos Alberto Lampião Bigliazzi Magon (PV), agilidade no encaminhamento de representação contra o vereador José Carlos Zanatto (PTB) desagradou o petebista.

No documento, que deu entrada no Legislativo no último dia 4, o PP solicita punição a Zanatto pelo Conselho de Ética, presidido por Chiode, por suposta agressão ao presidente da legenda, João Ataliba de Arruda Botelho Neto, em frente ao prédio da Câmara.

O petebista reagiu ao pedido de Chiode e resolveu desenterrar o caso do desvio de R$ 163 mil da Câmara, feito por um ex-servidor, contratado quando o vereador do PV era presidente da Câmara. Assim como Chiode, ele cobrou agilidade do presidente para que o valor seja devolvido aos cofres públicos.

A ausência do projeto de lei que dispõe sobre a revisão da Lei de Zoneamento na pauta de votação fez com que sete vereadores abandonassem o plenário e a sessão fosse encerrada. Com isso, a votação do parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) favorável à aprovação das contas de 2010 do prefeito Osvaldo Franceschi Junior foi adiada.

Pelo regimento interno da Câmara de Jaú, contas públicas devem ser votadas no prazo de 60 dias após a data de entrada do parecer do Tribunal na Casa, sob pena de trancamento da pauta. Os vereadores só aceitarão colocar em votação as contas de 2010 se o projeto que revisa a Lei de Zoneamento também estiver na pauta da sessão.